Os presidentes dos 19 países do Grupo do Rio divulgaram ontem, após reunião na capital chilena, uma declaração de apoio às medidas de ajuste econômico adotadas pelo governo argentino para combater a crise e formularam um apelo aos organismos financeiros internacionais para que prestem socorro financeiro à Argentina.
''Os presidentes do Grupo do Rio formulam um chamado para que os organismos financeiros internacionais adotem as medidas financeiras necessárias para a solvência que a economia argentina exige nestes momentos, permitindo a esse país e à região prosseguirem com sua integração na economia internacional'', diz o texto do documento.
Afirma que a região em que ficam os 19 países do Grupo do Rio, especialmente a Argentina, desenvolveu um grande esforço para ajustar a sua economia, muitas vezes com sacrifício de suas populações.
Com essa argumentação, os presidentes do Grupo do Rio argumentam, na declaração, que existem legitimidade e força para que suas demandas sejam devidamente consideradas nos círculos financeiros internacionais.
O texto da declaração reforça a urgência de recuperação do crescimento econômico e social da região, que sofreu redução, entre outras causas, pela desaceleração da atividade econômica mundial, de forma especial nos países desenvolvidos.
O texto da declaração final foi negociado em reunião fechada dos presidentes e chanceleres do Grupo do Rio. A idéia da elaboração desse documento foi apresentada pelos presidentes de Brasil, Chile, México e Argentina, que haviam se reunido na noite de anteontem. Junto com a declaração final, o Grupo do Rio divulgou também um documento no qual reafirma a solidariedade com o processo de paz na Colômbia.

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