Grupo discute congresso de sericicultura
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sexta-feira, 28 de fevereiro de 1997
Cláudia Lopes 
Mário CesarBicho da sedaReunião organiza XVII Congresso da Comissão Sericícola InternacionalA Delegacia do Ministério da Agricultura do Paraná já recebeu 80 inscrições de pesquisadores do Brasil e de outros países, que apresentarão trabalhos sobre sericicultura - criação do bicho seda - no XVII Congresso da Comissão Sericícola Internacional, que acontece de 22 a 26 de abril, em Londrina. Representantes de 17 países devem participar do evento.
O delegado federal do Ministério da Agricultura e do Abastecimento do Paraná, Mário Bezerra Guimarães, representantes de orgãos governamentais, produtores e industriais da região reuniram-se ontem, em Londrina, para discutir sobre a realização do Congresso.
Além de debater tecnologias e a política nacional para o fomento do setor, Mário Guimarães, diz pretender sensibilizar o governo para apoiar este segmento, através do Congresso. Segundo ele, uma das reinvindações é sobre a classificação do produto, que é feita pela iniciativa privada. Queremos que, como no caso dos grãos, passe a ser feita pelo governo.
Realizado pela primeira vez no Brasil, o Congresso Internacional também quer atrair investidores para a área industrial, aumentando a produção e a agregação de valores. É que, enquanto o quilo do fio varia de US$ 36 a US$ 40 no mercado internacional, o quilo do tecido custa de US$ 150 a US$ 200.
Atualmente, o Paraná é responsável por 80% da produção nacional de casulos verdes, segundo Osvaldo Pádua, presidente da Comissão Nacional de Sericicultura. O Brasil tem 12 mil sericicultores. Destes, oito mil são paranaenses. Só em Nova Esperança há 1,1 mil produtores.


