As indústrias de bonés de Apucarana estão entre os projetos-piloto eleitos pelo governo federal para serem estudados pelo recém lançado Grupo de Trabalho para Arranjos Produtivos Locais (GT-APL).
O grupo foi criado por portaria assinada pelo presidente da República e terá a coordenação do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. São 23 entidades públicas e privadas estudando 11 iniciativas de APLs em todo o País como forma de buscar soluções criativas e viáveis para o desenvolvimento econômico e social, com ênfase nas micros e pequenas empresas. O APL é caracterizado pela concentração geográfica de um grupo de empresas de um mesmo ramo de atividade que cooperam entre si.
Os outros APLs que serão objeto de estudo do grupo são: autopeças, na Serra Gaúcha (RS), confecções em Goiânia-Anápolis (GO), calçados em Franca (SP), madeira e móveis em Paragominas (PA) e em Ubá (MG), rochas ornamentais em Cachoeiro do Itapemirim (ES), moda íntima em Nova Friburgo (RJ), Fruticultura em Juazeiro (BA) e Petrolina (PE) e gesso, em Araripina (PE).
Com esta iniciativa já são dois APLs paranaenses que integram programas do governo federal. As indústrias do vestuário de Cianorte estão entre os oito Arranjos Produtivos Locais eleitos pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) em todo o País para um laboratório que vai identificar novas modalidades de financiamento do banco.
O BNDES quer atender os APLs com uma linha de crédito específica porque entende que esta forma de estruturação do setor produtivo é um bom caminho para evitar a mortalidade de micro e pequenas empresas, de acordo com avaliação do próprio presidente da instituição, Carlos Lessa.
''A inclusão de duas iniciativas paranaenses em programas do governo federal mostra que o Paraná está no caminho certo e está avançando nesta modalidade de organização do setor produtivo'', destaca Gina Paladino, diretora executiva do Instituto Euvaldo Lodi (IEL), instituição do Sistema Fiep que está apoiando a implantação de APLs no Estado.

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