'Grupo Brasil' dá apoio às medidas de Cavallo
O Grupo Brasil, associação que reúne 200 empresas brasileiras instaladas na Argentina, elogiou as últimas medidas anunciadas pelo ministro da Economia, Domingo Cavallo, de redução do Imposto de Valor Agregado (IVA) de 21% para 10,5% para a compra e importação de bens de capital, incluindo equipamentos de informática, telecomunicações, máquinas agrícolas, chassis e caminhões leves.
O Grupo Brasil entende que esta redução pode favorecer o investimento e melhorar o perfil competitivo da economia argentina. Segundo o diretor do Grupo, Elói de Almeida, para as empresas brasileiras, que sempre investiram na Argentina assumindo totalmente o risco natural de todo empreendimento privado e operando com recursos próprios, a redução do custo fiscal para a compra de bens de capital poderia favorecer o ressurgimento do investimento produtivo com o consequente aumento da produtividade econômica.
As empresas brasileiras na Argentina possuem investimentos de US$ 8 bilhões no país e geram 12 mil empregos diretos. No entanto, a reação contra a ampliação da aplicação do IVA para setores antes isentos, como jornais, revistas, TV a cabo e espetáculos, causou descontentamento.
O economista Raúl Cuello afirmou que as medidas anunciadas por Cavallo, que também implicam no aumento do imposto sobre operações financeiras (inspirado na CPMF brasileira) de 0,25% para 0,40%, cancelam definitivamente o discurso de crescimento para a economia argentina.
Segundo Cuello, os setores de médio e baixo consumo serão castigados com estas medidas; ele considera que desta forma não haverá estímulo para investir no mercado interno.
Por esse motivo, os setores que antes estavam isentos do IVA começaram a protestar: além do tom crítico dos jornais portenhos, afetados diretamente pela medida, os atores realizaram uma rápida manifestação contra a ampliação do imposto para o setor de espetáculos.





