Dorico Silva


Milton Dória


Água puraGilberto Neszlinger e Giancarlo Moratelli, da Aguativa;
na foto inferior, a garrafa de 500 ml do novo produto

O Hotel Aguativa, de Cornélio Procópio, está entrando no mercado de água mineral. A garrafa de 500 ml da Aguativa já é distribuída na região de Londrina e de Barra Bonita (SP), onde o grupo também tem um hotel de lazer. Segundo o diretor do grupo, Gilberto Neszlinger, a idéia de envasar a água da mina, que fica no hotel em Cornélio, surgiu dos constantes pedidos dos hóspedes. ‘‘A água era servida apenas nos dois hotéis e, como sempre agradou nossos clientes, que queriam levar para casa, resolvemos produzi-la comercialmente’’.
O envase começou a ser feito no início de março. A capacidade da fábrica é de três mil caixas por mês de garrafa de 500 ml, de acordo com o gerente geral da Água Mineral Aguativa, Giancarlo Moratelli. Ele informa que o crescimento da produção vai depender das vendas no mercado. Daqui a um mês, a Aguativa vai lançar a água mineral nas embalagens de 1,5 l e 5 litros, aproveitando o processo de produção já instalado. A médio prazo, o grupo pretende estar com o mix completo, com galões de 20 litros e água gaseificada. ‘‘É para atender diferentes clientes’’, explica Moratelli.
Com esse novo produto, o grupo espera fazer um marketing do hotel Aguativa - segundo Neszlinger. ‘‘Se 1% dos consumidores da água associar o nome do produto ao hotel, será muito bom’’, avalia. Como o nome é o mesmo, Neszlinger lembra que é dobrada a preocupação com a qualidade e a imagem do produto. ‘‘O negócio principal do grupo é o hotel. Não posso colocar em risco a imagem do Aguativa’’.
Por essa mesma razão, Neszlinger afirma não ter pressa para crescer. ‘‘O novo negócio terá vida própria. A venda da água vai cobrir o investimente e dar lucro’’, diz. O investimento feito até agora não é alto. ‘‘Utilizamos água da mina há cinco anos nos dois hotéis, portanto, não dá para avaliar quanto já foi investido’’. Os gastos futuros também serão de acordo com a demanda por aumento de produção.
A expectativa é boa - diz Moratelli. A tendência é de crescimento do mercado consumidor de água mineral no Brasil. ‘‘O consumo de água mineral por ano é de 12 litros per capita no Brasil. Na Europa, é de 180 litros. A diferença é muito grande. Já está havendo mudança de hábito no consumidor brasileiro, que começa a beber mais água mineral.’’
Neszlinger explica que, no mercado de água mineral, não existe fidelidade à marca por parte do consumidor final. ‘‘Mas o revendedor, o dono de lanchonete, de restaurante, tem a preocupação com a qualidade da água. E o nome Aguativa tem credibilidade.’’
Como o grupo utiliza a água da mina para consumo dos hóspedes, a Aguativa já tinha licença para exploração do produto, e autorização dos ministérios da Saúde e das Minas e Energia. O controle da qualidade da água é feito por laboratório da Universidade Estadual de Londrina (UEL). ‘‘A água é extraída a 180 metros do solo, portanto, é mínimo o risco de contaminação. E a água também passa por um processo de filtragem de impurezas.’’

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