Gros é 'amigo do investidor estrangeiro', aponta revista
Agência Estado
Do Rio
A demissão de Andrea Calabi da presidência do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) é uma demonstração de que o presidente Fernando Henrique Cardoso não compartilha de idéias nacionalistas que estão ressurgindo no Brasil, segundo artigo publicado na edição da revista The Economist, neste fim de semana. Com o título de A onda nacionalista no Brasil, a matéria aponta o sucessor de Calabi, Francisco Gros, como um amigo dos investimentos financeiros. Seus últimos empregadores foram Morgan Stanley Dean Witter, lembra o artigo.
Na avaliação da revista, a volta das idéias de fechar novamente a economia brasileira, que cresceram durante a época da estagnação, devem ser dissipadas à medida que a atividade econômica se recuperar. A The Economist acrescenta que muitos dos parlamentares defensores da proposta de impedir estrangeiros de comprar bancos brasileiros recebem generosas doações de campanha de instituições financeiras nacionais. Mas o artigo reconhece que algums críticos têm argumentos mais fortes, como o deputado federal José Genoíno (PT-SP), que reclama da falta de reciprocidade na abertura da economia brasileira, por países desenvolvidos.
A publicação sustenta que a abertura ajudou a incrementar e renovar os investimentos no País. Ao invés de pedir por favores especiais, os homens de negócios brasileiros e seus aliados políticos devem ser advertidos para redobrar seus esforços para realizar as reformas tributária, fiscal e financeira, o que iria baixar os custos de crédito para fazer negócios no Brasil, conclui o artigo.





