Os agricultores familiares não estão tendo acesso ao ‘‘ Pronafinho’’, linha de crédito para investimentos do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar. A linha de crédito, operada pelo Banco do Brasil, que está suspensa desde outubro do ano passado, financia a propriedade familiar até um limite de R$ 3.000,00 com um rebate de R$ 700,00 na quitação da dívida.
Ocorre que essas operações, por serem de pequeno valor, não são consideradas viáveis pela direção do Banco do Brasil, em Brasília, afirmou o presidente da Fetaep, Antonio Zarantonello. Prova disso é que a linha de crédito tem disponível cerca de R$ 100 milhões para ser aplicado em todo o país e serão devolvidos ao Tesouro da União, até o mês de junho por falta de tomadores.
A demanda por esse financiamento no Paraná é de pelo menos 4.000 agricultores familiares, que não conseguem os recursos. O interesse dos produtores só não é maior porque a linha de crédito não está sendo devidamente divulgada em função das dificuldades de operacionalização, explicou.
O governador Jaime Lerner afirmou que vai interferir junto à direção nacional do BB e junto à direção do BNDES a liberação de parte desses recursos. O compromisso foi assumido ontem em reunião, ocorrida no Palacio Iguaçu, quando Antonio Zarantonello entregou a pauta de reivindicações do movimento Grito da Terra, versão 99.
Zarantonello aproveitou o encontro com Lerner para ressaltar outros pontos da pauta de reivindicações do ’’Grito da Terra’’, que a Fetaep considera prioritários. Ele destacou a necessidade de se criar urgentemente o Fundaf - Fundo Público de Apoio ao Desenvolvimento da Agricultura Familiar - e o Fundo de Aval Estadual, para garantir as necessidades de financiamento da agricultura familiar.

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