Grito da Terra: agricultores pedem mais financiamento
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segunda-feira, 25 de maio de 2009
Andréa Bertoldi<br> Equipe da Folha 
Curitiba - Os agricultores familiares realizam hoje e amanhã em Brasília o Grito da Terra Brasil. Pelo menos 130 paranaenses, entre dirigentes sindicais, agricultores e trabalhadores rurais, participarão da manifestação que deverá reunir cerca de 5 mil pessoas de todo o País. A principal reivindicação é por mais recursos para o financiamento da agricultura. Este ano, o pedido é de R$ 23 bilhões para custeio e investimento, o que inclui R$ 5 bilhões para garantir a safra 2009/2010. O governo federal ofereceu R$ 13 bilhões, segundo o vice-presidente e diretor de política agrícola da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado do Paraná (Fetaep), Mario Plefk.
Ele destacou que os agricultores familiares produzem 80% dos alimentos básicos do País como feijão, arroz, verduras, frutas e leite. Os agricultores querem ainda assistência técnica e a regulamentação das modificações dos critérios para a aposentadoria rural. Plefk disse que a lei que trata sobre esse assunto já foi aprovada e só falta a regulamentação, o que beneficiaria o trabalhador boia-fria que passaria a ter recolhimento da Previdência Social. Os agricultores ainda querem garantias salariais para os assalariados.
Além disso, pedem atualização dos índices de produtividade da reforma agrária, institucionalização das leis que tratam do campo e mudança no código florestal brasileiro.
Hoje, acontecem negociações no Ministério da Agricultura, no Ministério de Desenvolvimento Agrário, Banco do Brasil, Incra, além de uma passeata desde a Esplanada dos Ministérios até o Palácio do Planalto. Amanhã, está prevista uma audiência com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Este ano a pauta de reivindicações que já foi entregue ao Presidente Lula e ministérios, contém mais de 200 pontos que propõem também atualização dos índices de produtividade da terra e institucionalização das leis que tratam do campo. O Paraná conta hoje com 320 mil agricultores familiares que detêm cerca de 30% da área produtiva do Estado.


