A pan­de­mia de gri­pe A ge­rou mui­tas dú­vi­das nos con­su­mi­do­res com re­la­ção aos con­tra­tos fir­ma­dos pa­ra pres­ta­ção de ser­vi­ços. O Nú­cleo Mu­ni­ci­pal de Pro­te­ção e De­fe­sa do Con­su­mi­dor (Pro­con), de Lon­dri­na, tem re­ce­bi­do mui­tas dú­vi­das so­bre a co­bran­ça de men­sa­li­da­des de es­co­las par­ti­cu­la­res dian­te da sus­pen­são das au­las. O ques­tio­na­men­to é com re­la­ção à de­vo­lu­ção de uma por­cen­ta­gem da men­sa­li­da­de co­bra­da pe­las ins­ti­tui­ções de en­si­no dian­te da não pres­ta­ção dos ser­vi­ços con­tra­ta­dos. No en­tan­to, a orien­ta­ção é que as par­ce­las de­vem ser pa­gas nor­mal­men­te.
  O coor­de­na­dor do Pro­con, Mar­co Ci­to, lem­bra que as ins­ti­tui­ções têm que cum­prir uma gra­de cur­ri­cu­lar e, por­tan­to, de­ve­rá ha­ver uma pos­te­rior com­pen­sa­ção da car­ga ho­rá­ria. Com re­la­ção ao En­si­no Fun­da­men­tal e aos ber­çá­rios, ele re­co­men­da que os ­pais ten­tem ne­go­ciar com as es­co­las, ve­ri­fi­can­do a pos­si­bi­li­da­de e uma for­ma de com­pen­sa­ção. ‘‘É im­por­tan­te que se che­gue a um acor­do, ­pois a sus­pen­são dos ser­vi­ços se deu por mo­ti­vo de saú­de pú­bli­ca, e não por cul­pa de ne­nhu­ma das par­tes. A so­lu­ção po­de ser o des­con­to pro­por­cio­nal nas men­sa­li­da­des ou
a pres­ta­ção de ­atividades’’,
ex­pli­ca.
  Quan­to ao trans­por­te es­co­lar, a ne­go­cia­ção de­pen­de do con­tra­to. No en­tan­to, a orien­ta­ção é a mes­ma: os con­su­mi­do­res de­vem ne­go­ciar com o for­ne­ce­dor do ser­vi­ço, pro­pon­do, por exem­plo, o pa­ga­men­to nor­mal dos ser­vi­ços no mo­men­to, com a pos­te­rior com­pen­sa­ção, quan­do se­rá ne­ces­sá­rio o trans­por­te es­co­lar pa­ra a re­po­si­ção das au­las.
Pre­ços
  O Pro­con ofi­ciou on­tem 15 es­ta­be­le­ci­men­tos co­mer­ciais pa­ra ques­tio­nar as prá­ti­cas de pre­ços de ma­te­riais uti­li­za­dos pa­ra hi­gie­ni­za­ção e pro­te­ção con­tra a gri­pe A. A in­ten­ção é fa­zer um com­pa­ra­ti­vo de pre­ços pra­ti­ca­dos em ­abril (an­tes do iní­cio da pan­de­mia) e atual­men­te, de pro­du­tos co­mo ál­cool etí­li­co e em gel, más­ca­ras e lu­vas. Os co­mer­cian­tes de­vem res­pon­der em 48 ho­ras, a par­tir do re­ce­bi­men­to do ofí­cio.
  ‘‘Te­mos re­ce­bi­do mui­tas de­nún­cias em re­la­ção ao pre­ço des­tes pro­du­tos, e, se cons­ta­ta­do o abu­so, agi­re­mos con­for­me a ­lei’’, afir­mou Ci­to. Nes­te ca­so, os in­fra­to­res se­rão en­qua­dra­dos no ar­ti­go 39 do Có­di­go de De­fe­sa do Con­su­mi­dor, que afir­ma que o for­ne­ce­dor não po­de le­var van­ta­gem ma­ni­fes­ta­men­te ex­ces­si­va so­bre o con­su­mi­dor e ver­sa so­bre o au­men­to in­jus­ti­fi­ca­do de pro­du­tos ou ser­vi­ços.
  A pu­ni­ção à em­pre­sa que au­men­ta o pre­ço de um pro­du­to sem jus­ta cau­sa é mul­ta, apreen­são do pro­du­to, sus­pen­são tem­po­rá­ria da ati­vi­da­de ou in­ter­di­ção ad­mi­nis­tra­ti­va. Os con­su­mi­do­res que cons­ta­ta­rem al­tos pre­ços no ál­cool gel e ou­tros ­itens de con­su­mo que au­xi­liem na pro­te­ção con­tra o ví­rus po­dem bus­car in­for­ma­ções e for­ma­li­za­rem a de­nún­cia no Pro­con pe­lo nú­me­ro 151, pe­lo e-­mail pro­con@lon­dri­na.pr.gov.br, ou na se­de do ór­gão (Rua Ma­to Gros­so, 299).


  Contrato: Acordo de vontades entre duas ou mais pessoas que, reciprocamente, se atribuem direitos e obrigações. Os contratos são em geral escritos e, em alguns casos, a lei prevê uma forma solene para sua celebração, mas podem ser também consensuais ou verbais. Em princípio, ninguém é obrigado a vincular-se contratualmetne. Para que o contrato tenha validade jurídica, exige-se que as partes tenham capacidade de contratar e que o objetivo do contrato seja lícito. A parte que causar o rompimento do contrato se sujeita a ser constrangida pela Justiça a atender aos danos causados à outra parte.

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