Grevistas não aceitam novas propostas do governo
As negociações mantidas ontem entre governo do Estado e funcionários da Seab, que estão em greve desde segunda-feira, provocaram revolta dos servidores. Segundo o veterinário Luiz Henrique Goettens, do comando de greve, ao fazer os cálculos os servidores constataram que com as mudanças propostas, o salário líquido de alguns deles terá até mesmo redução.
Segundo Goettens, ao emitir a resolução que esclareceu o decreto assinado na segunda-feira pelo governador Jaime Lerner (PFL), que concede gratificação de 100% sobre o salário-base dos funcionários da Defesa Animal e Vegetal, o governo definiu que essa gratificação passa a incorporar o redutor salarial, que é uma espécie de teto salarial. Com isso, o salário dos funcionários que possuem nível superior e que estão no final de carreira, ultrapassaria o teto e acionaria o redutor salarial. Os funcionários que já estão se aposentando teriam seus salários reduzidos. Isso é ofensivo, diz.
Outro aspecto analisado ontem pelos grevistas é que a gratificação de 100% sobre o salário-base resultaria num aumento real de cerca de 30% no salário bruto. Com isso, eles passariam a ter descontos de 25% por causa do IR.
A ampliação dos benefícios, que havia sido prometida ontem pelo secretário Deni Schawrtz, foi outro ponto que decepcionou os grevistas. O governo ofereceu uma gratificação de 33% para os técnicos do Deral. A mesma gratificação que foi cortada em dezembro. Ou seja, ele tirou em dezembro e concedeu agora. Isso não representa avanço nenhum.
Goettens, que na quinta-feira estava bastante animado com a possibilidade do encerramento do movimento grevista ainda ontem, agora não vê boas perspectivas. Na segunda-feira teremos nova assembléia geral, mas a decisão dos funcionários de Curitiba é manter o movimento por tempo indeterminado. (D.A.)





