A partir de hoje, os protestos dos funcionários da Receita Federal, em Foz do Iguaçu, devem se concentrar na operação-padrão na Estação Aduaneira de Interior (Eadi). A fiscalização no porto seco permanece em ritmo lento por, pelo menos, mais uma semana. O comando do movimento decidiu ontem que as atividades da Receita em outros locais da região voltam hoje à normalidade.
O protesto atingia também o Aeroporto Internacional de Foz do Iguaçu, a Ponte Tancredo Neves (que liga o Brasil à Argentina), a Delegacia da Receita Federal de Medianeira e as inspetorias de Guaíra e Santa Helena. Todos estes pontos vão voltar ao funcionamento normal.
Segundo dados do Sindicato dos Auditores Fiscais do Tesouro Nacional, o pátio do porto seco estava lotado no final da tarde de ontem. ‘‘Já são cerca de mil caminhões. Até sexta-feira, acreditamos que seja formada uma fila de um quilômetro com veículos à espera de liberação da carga’’, aposta o presidente da entidade, Carlos André Dávila. A Companhia de Desenvolvimento Agrícola do Paraná (Codapar), que administra a Eadi, divulgou dados diferentes. De acordo com a empresa, o número de caminhões estacionados no pátio não passava de 580, quantidade insuficiente para lotar o espaço.
O Sindicato dos Auditores já marcou uma nova assembléia que definirá, na próxima quinta-feira, se a operação-padrão continua ou não. Nas outras cidades do Estado, os funcionários da Receita devem voltar ao trabalho na segunda-feira e retomar a paralisação na quarta-feira.
ImpactoA balança comercial brasileira apresentará déficit na segunda semana de agosto por causa da greve dos fiscais da Receita Federal. Foi o que informou ontem o secretário de Comércio Exterior, Maurício Côrtes. ‘‘A operação-padrão dos fiscais prejudica sobretudo as exportações’’, disse. Côrtes explicou que as exportações só são registradas no Sistema Integrado de Comércio Exterior (Siscomex) quando saem do porto, ao passo que as importações podem entrar no Siscomex antes mesmo de chegar ao País. Como os fiscais trabalham em operação-padrão nas áreas alfandegárias, as exportações estão sofrendo atraso.

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