Agência Estado
De São José dos Campos
Os metalúrgicos de São José dos Campos (97 km de SP) iniciam hoje uma série de greves por reajuste salarial e outros benefícios que deve atingir cerca de 20 empresas e paralisar 34.500 trabalhadores. A greve, que deve atingir também as cidades de Limeira e Campinas, é a primeira da categoria no País em razão da data-base em novembro. A decisão foi tomada ontem em assembléia com cerca de cem trabalhadores – a maioria da General Motors e da Embraer.
O movimento, definido pelo sindicalista Luiz Carlos Prates como ‘‘escalada de greves’’, vai paralisar uma ou mais empresas por dia por um período que pode variar de uma hora a 24 horas.
Para tentar evitar a ação da Polícia Militar – com quem teve atritos durante a greve de 24 horas na GM no dia 6 de outubro – o sindicato não divulgou quais empresas serão paralisadas hoje.
Os metalúrgicos reivindicam 10% de reposição salarial (calculados pelo Dieese), 10% de aumento real nos salários e manutenção das cláusulas sociais do acordo coletivo de 97.
O sindicato não assinou acordo em 98 por não concordar com a implantação do banco de horas e com a retirada de direitos sociais. A assinatura do acordo por alguns sindicatos provocou um racha entre a esquerda da CUT (Central Única dos Trabalhadores) – que inclui o sindicato de São José – e sindicatos mais moderados, como os do ABC.
‘‘Os sindicalistas da federação (Federação dos Metalúrgicos da CUT) e do ABC são os pais do banco de horas. Não lutamos apenas contra a Embraer e a GM, mas contra os acordos assinados anteriormente’’, disse Prates.

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