'Greve-relâmpago' pára a Bovespa e denuncia crise
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quinta-feira, 06 de setembro de 2001
Agência Folha 
Operadores e profissionais de outros setores da Bolsa paulista a Bovespa paralisaram as operações no pregão viva-voz e no sistema eletrônico das 12h às 13h de ontem, na véspera do feriado de Independência do País. A intenção foi chamar a atenção da sociedade para a crise que a Bovespa atravessa, que já provocou desemprego de 7.000 profissionais.
Eles protestaram também contra o aumento da alíquota de Imposto de Renda nos ganhos em aplicações com ações. O índice passará de 10% para 20% a partir de janeiro de 2002 e, no entendimento dos profissionais do setor, vai afugentar ainda mais potenciais investidores do mercado brasileiro.
O ministro Pedro Malan está nos Estados Unidos. Hoje ele participa do ''Brazil Day'', evento promovido pela Bolsa de Nova York em ''homenagem'' às empresas que têm ações negociadas nos Estados Unidos.
O anúncio de que o governo vai acabar com a CPMF nas aplicações em ações (leia ao lado) surpreendeu o diretor de Normas do Banco Central, Sérgio Darcy. Ao ser informado da decisão, ele interrompeu a entrevista que concedia sobre as medidas provisórias do SFI (Sistema Financeiro Imobiliário) e deixou o Banco central correndo.
Antes de sair, Darcy disse que até a noite de quarta-feira ''estava acertado'' que isso não iria sair no dia seguinte, pois havia ''falhas'' no texto que regulamentaria o assunto. Darcy não sabia, entretanto, que o texto não havia sido divulgado, mas apenas a intenção do governo de isentar o mercado acionário do imposto. Praticamente uma resposta ao protesto dos operadores paulistas.


