Curitiba - Após quatro dias de greve dos fiscais agropecuários do Ministério da Agricultura, os produtores de frango do Paraná ainda não conseguiram liminar na Justiça para continuar exportando o produto. Sem poder cumprir os contratos, os produtores estão arcando com prejuízos que vão desde multas por atraso até cancelamento de vendas. Os frigoríficos que não têm mais onde armazenar as aves suspenderam o abate até que a situação seja resolvida. Os fiscais agropecuários haviam recebido ontem uma proposta de reajuste do governo federal, porém a recusaram em assembléia e pretendem apresentar uma contraproposta hoje.
  O presidente da Associação dos Produtores de Aves do Paraná (Avipar), Domingos Martins, disse que ainda não é possível precisar quantas toneladas de aves estão estocadas para serem exportadas e nem o prejuízo que a greve está causando aos produtores. Martins afirmou que ainda não há uma decisão definitiva da associação em enviar os produtos para outros portos caso não consigam resolver a questão. Caso a idéia se concretize, a produção iria para Antonina e Portal do Félix, já usados pela Avipar, e para São Franciso do Sul e Itajaí, ambos em Santa Catarina. ‘‘Esses portos seriam uma alternativa, que já está sendo colocada em prática por alguns produtores’’, afirma Martins.
  Os produtores de carne continuam na mesma situação. Eles conseguiram liminar para contratar fiscais particulares para certificar os produtos e assim poder exportá-los pelo Porto de Paranaguá. ‘‘Sem o certificado do Ministério da Agricultura não é garantido que a carne vai ser aceita no seu destino, já que as outras certificações além da nossa não são oficiais’’, voltou a argumentar o presidente da Associação dos Fiscais Agropecuários, Hugo Caruso.
  O Aeroporto Afonso Pena está com cerca de 90 toneladas de cargas importadas paradas por causa da greve. Isso porque elas vêm em caixas de madeira, que precisam ser inspecionadas pelos fiscais já que podem trazer pragas para as florestas brasileiras.

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