Curitiba - Os trabalhadores da montadora Volvo, na Cidade Industrial de Curitiba, não conseguiram acordo com a empresa e começaram ontem uma paralisação de 48 horas. Uma nova assembleia acontece na manhã de segunda-feira para decidir se os metalúrgicos voltam ao trabalho ou não. O que impediu o fechamento da negociação foi o vale-mercado. A categoria quer um reajuste neste benefício de R$ 60 para R$ 300. A Volvo ofereceu R$ 90.
A empresa também propôs um reajuste salarial de 10% sendo 4,29% de reposição da inflação e 5,55% de reajuste real, além de um abono salarial de R$ 4,2 mil. Com a paralisação de dois dias deixarão de ser produzidos 131 caminhões e dez ônibus.
Os funcionários da Volkswagen pedem reajuste salarial de 10% e R$ 4,2 mil de abono. Hoje de manhã acontece uma assembleia para decidir por uma paralisação de 48 horas ou não. A empresa informou que não se pronuncia sobre o assunto.
Os trabalhadores da montadora Renault, localizada em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, fecharam acordo com a empresa e encerraram as negociações da campanha salarial ontem. Os metalúrgicos conseguiram um reajuste salarial de quase 10% sendo 4,29% de reposição da inflação e 5,55% de reajuste real, além de um abono salarial de R$ 4,2 mil a ser pago em duas parcelas, uma em setembro e outra no começo de outubro.
Na Renault e na Volvo já tinha ocorrido uma paralisação por duas horas no período da manhã e duas horas no período da tarde na quarta-feira. Na quinta-feira, o mesmo movimento foi repetido na Volkswagen.

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