Greve paralisa obras em refinaria
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 07 de julho de 2009
Andréa Bertoldi<br> Equipe da Folha 
Curitiba - Cerca de 10 mil trabalhadores das obras de ampliação e manutenção da Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar/Petrobras) e da Fosfértil, em Araucária, entraram ontem em greve por tempo indeterminado. Os funcionários são terceirizados, trabalham para 31 empresas e consórcios e apontam como principais problemas a insatisfação com os salários somada à disparidade de direitos e benefícios.
A decisão pela paralisação foi tomada em uma assembleia realizada no dia 24 de junho. O presidente da Central Única dos Trabalhadores do Paraná (CUT-PR), Roni Anderson Barbosa, disse que a greve foi motivada pela falta de negociação com as empreiteiras. Entre as reivindicações os trabalhadores estão a unificação do piso salarial, reajuste pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) mais 20% de aumento real, plano de saúde, cesta básica, e participação nos Lucros e Resultados (PLR) unificada.
Segundo Barbosa, a greve pode provocar atraso nas obras da refinaria e a falta de manutenção traria a paralisação de alguns equipamentos. A Petrobras informou que as empreiteiras teriam um representante para falar sobre o assunto hoje.


