Curitiba - A greve nacional dos petroleiros que começou ontem teve uma adesão de 75% no Paraná na Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar), em Araucária, na Usina do Xisto de São Mateus do Sul e na Transpetro, em Paranaguá, unidade que realiza o embarque de derivados de petróleo. No Estado, a companhia conta com 1.400 funcionários.
O Sindicato dos Petroleiros do Paraná e Santa Catarina e a Federação Única dos Petroleiros acusam a Petrobras de não permitir a entrada ou saída de funcionários das três unidades administradas pela estatal no Paraná desde domingo de manhã. ''Denunciamos a empresa por cárcere privado na Procuradoria Regional do Trabalho'', disse o diretor do Sindipetro e secretário de relações internacionais da Federação Única dos Petroleiros (FUP), Anselmo Ruoso Junior. Segundo ele, na Repar há 80 funcionários trabalhando desde o domingo de manhã até ontem no início da tarde. ''Chegaram a lacrar os portões'', disse.
Segundo ele, o risco de desabastecimento de combustíveis e derivados de petróleo está descartado, por enquanto. Ontem, os petroleiros participaram de uma reunião com a empresa na Procuradoria Regional do Trabalho. Ruoso disse que a companhia ficou de oferecer uma proposta até hoje.
A Petrobras informou que todas as unidades funcionam normalmente. De acordo com a empresa, a produção e segurança das operações e dos empregados não foram afetadas pelo movimento. Onde é necessário, a Petrobras está operando com equipes de contingência. A companhia reafirmou o compromisso de manter a continuidade operacional e o abastecimento do mercado. Informou ainda que a empresa continua aberta às negociações.
As principais reivindicações da categoria são preservar os postos de trabalho nas empresas contratadas pela Petrobras, acabar com as condições precárias de trabalho e os acidentes, garantir o pagamento das horas extras dos feriados e estabelecer regras e pagamento justos da participação nos lucros e resultados.

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