Curitiba - Com a greve dos trabalhadores nos Correios, que começou no dia 18 de setembro, 609 mil correspondências estão em atraso para entrega no Paraná. Para tentar minimizar um pouco a situação, os Correios realizaram um mutirão no último fim de semana através do qual conseguiram entregar 400 mil cartas e encomendas no Estado. Cerca de 1,5 mil trabalhadores participaram desta ação nos dois dias.
O ministro do Tribunal Superior do Trabalho (TST), Elzo Ono, determinou a manutenção de pelo menos 40% dos empregados dos Correios em cada unidade da empresa durante o período de greve, sob pena de multa diária de R$ 50 mil. A decisão foi publicada ontem no Diário Eletrônico da Justiça do Trabalho.
Ontem, segundo os Correios, 90% dos empregados estavam trabalhando normalmente. Já o Sindicato dos Trabalhadores nos Correios do Paraná (Sintcom-PR) informaram que a adesão era de 70% de um total de 6,7 mil empregados no Estado. ‘’Já estamos cumprindo 30% de funcionários trabalhando’’, disse o secretário de imprensa do Sintcom-PR, Wilson Dombrovski. Segundo ele, a greve segue por tempo indeterminado.
Em Londrina, 120 dos 450 empregados dos Correios permanecem em greve. O diretor do Sindicato dos Trabalhadores nos Correios da Região Norte, Fabiano Silvério, contou que ontem foram fechadas a agência central de Apucarana, a agência central de Rolândia e o Centro de Distribuição de Cambé.
A categoria quer 15% de reajuste salarial mais 7% referente à inflação, 20% de aumento referente às perdas salariais que ocorreram entre 1994 e 2013 e manutenção do plano de saúde. A proposta dos Correios é de reajuste de 8% nos salários e de 6,27% nos benefícios.

Bancários
A paralisação dos bancários que começou na última quinta-feira, ficou ainda mais intensa ontem quando 23.770 funcionários estavam em greve no Estado e 893 agências com as atividades paradas. Na última sexta-feira, eram 22.870 trabalhadores e 798 agências fechadas, segundo informações da Federação dos Trabalhadores em Empresas de Crédito do Paraná (Fetec-PR) que reúne os bancários filiados à CUT-PR e da Federação dos Bancários do Paraná (Feeb-PR). No primeiro dia de paralisação, eram 20 mil bancários parados e 569 agências. ‘’A greve está crescendo e não tem previsão para terminar’’, disse a secretária de comunicação da Fetec-PR, Clair Antonietti.
No total, o Paraná tem 31,3 mil bancários e 1.591 agências. Ontem, eram 296 agências fechadas e 13,7 mil empregados de braços cruzados em Curitiba e Região. Em Londrina, eram 80 agências fechadas e 1.820 bancários em greve.
Os bancos Santander e Banco do Brasil entraram com pedido de interdito proibitório para que as agências voltassem a funcionar normalmente, mas foi negado pela Justiça.
De acordo com o presidente da Fetec-PR, Elias Jordão, ontem não havia envelopes para depósitos em algumas agências da Caixa Econômica Federal da região central de Curitiba. A Caixa foi procurada para esclarecer o assunto, mas não deu retorno até o fechamento desta edição.
A categoria quer reajuste salarial de 11,93% (sendo 5% de aumento real), PLR de três salários mais R$ 5.553,15 e piso de R$ 2.860,21. A Fenaban ofereceu reajuste salarial de 6,1% que corrigiria salários, pisos e benefícios.

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