Curitiba - A greve nacional dos funcionários da Infraero, que começou na última quarta-feira, não trouxe impactos significativos ontem para os aeroportos Afonso Pena, localizado em São José dos Pinhais, e Governador José Richa, de Londrina.
Os manifestantes do Sindicato Nacional dos Aeroportuários (Sina) decidiram ontem em assembleia da categoria cumprir a liminar da Justiça que determinou um número mínimo de funcionários que precisa ser mantido. Na quarta-feira, o Tribunal Superior do Trabalho (TST) estabeleceu uma multa diária de R$ 50 mil, caso não haja 70% dos servidores ligados às áreas de operação e segurança e 40% dos demais servidores trabalhando normalmente.
No Afonso Pena, os funcionários da Infraero decidiram cumprir a liminar do TST, segundo o delegado sindical de Curitiba do Sina, Marcionilio Antonio Machado. Segundo ele, ainda foram mantidas faixas no local com os motivos da greve. Os trabalhadores querem um reajuste salarial de 16% e a Infraero ofereceu 6,49%. Além disso, a categoria pede a manutenção dos benefícios de assistência médica que, de acordo com os trabalhadores, seria suspenso pela empresa.
No aeroporto de Londrina, os funcionários decidiram voltar ao trabalho mas permanecer em estado de greve, segundo o delegado sindical do Sina na cidade, Rogério Varela. Ele disse que os trabalhadores de Londrina optaram por aguardar a audiência de negociação que acontece em Brasília no dia 6 de agosto.
Até o final da tarde de ontem, dos 82 voos programados no Afonso Pena, quatro foram cancelados e 16 tiveram atrasos. No aeroporto de Londrina, três voos atrasaram e um foi cancelado de um total de 15 voos programados. A Infraero informou que os atrasos e cancelamentos nos voos ontem estavam dentro da média normal. Ainda segundo a Infraero, no Afonso Pena, os problemas nos voos aconteceram em função da neblina.

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