Curitiba - A greve na unidade da Volkswagen em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, completa hoje um mês, ainda sem perspectivas de acordo sobre o valor da Participação dos Lucros e resultados (PLR) a ser paga pela empresa. Essa é a paralisação mais longa da história entre as montadoras do Estado. Está marcada para a próxima segunda-feira nova assembléia da categoria. O impasse foi encaminhado à Justiça do Trabalho, mas só deve entrar na pauta de julgamentos no dia 20.
A planta da Volks produz, por dia, 810 carros. Portanto, desde 5 de maio, a empresa deixou de fabricar 17.820 veículos. Segundo estimativas do Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba, considerando valor médio de R$ 40 mil por carro, a montadora já deixou de arrecadar R$ 712,8 milhões.
A unidade do Paraná é a única da Volkswagen no Brasil que produz o Fox, o segundo carro mais vendido da marca, além do Golf, Cross Fox e Fox Exportação. Segundo declaração da Associação Brasileira de Distribuidores Volks, ainda há estoque para dez dias de vendas, embora em alguns estados já começa a se formar listas de espera pelo modelo Fox.
Os metalúrgicos reivindicam PLR no valor de R$ 12 mil com pagamento de, no mínimo, R$ 6 mil na primeira parcela, igual ao acordo assinado pela fábrica paranaense da Renault. Em sua última proposta, rejeitada pela categoria, a empresa propôs pagar R$ 5,2 mil na primeira parcela e equiparar na segunda parcela à PLR paga à sua montadora do ABC paulista, cujo valor só será definido no segundo semestre. Em contrapartida, a Volks vinculou a nova proposta a um aumento no número de horas extras. A categoria rejeitou.
A greve atinge 3,1 mil dos 3,7 mil trabalhadores. Segundo o Sindicato, considerando as empresas terceirizadas e fornecedores de peças automotivas, a greve atinge indiretamente cerca de 25 mil trabalhadores.

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