Curitiba - A greve dos metalúrgicos da Volkswagen, de São José dos Pinhais, Região Metropolitana de Curitiba, completou ontem 20 dias. Uma nova assembléia está marcada para hoje e, caso a empresa não apresente uma proposta, a paralisação deve superar o movimento de 2009, quando foi registrada a greve mais longa da fábrica paranaense.
Segundo o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba, Sérgio Butka, três mil funcionários estão parados e, em consequência disso, a produção da unidade está suspensa há 14 dias. Ele lembrou que esta semana o Sindicato começou a usar verba do Fundo de Greve, criado em 2009, para ajudar financeiramente os funcionários que tenham tido desconto no salário por conta dos dias não trabalhados. O fundo é composto por 10% da arrecadação do sindicato, poupado desde 2010. Segundo o presidente, R$ 1 mil é o valor repassado para cada grevista sindicalizado.
Empresa e metalúrgicos não entraram em acordo sobre o pagamento de Participação nos Lucros e Resultados (PLR). A categoria reivindica PLR no valor de R$ 12 mil e a empresa oferece a primeira parcela de R$ 4,6 mil. A segunda parcela seria discutida posteriormente.
Em nota, a Volkswagen afirma que o valor de PPR pago aos funcionários da unidade de São José dos Pinhais em 2010 foi o terceiro maior do País, sendo o maior fora do Estado de São Paulo entre as montadoras. Ressalta que o salário de um horista na unidade é até 35% maior do que o pago por empresas instaladas em outras regiões do país. Ainda de acordo com a nota, afirma que está aberta à negociação e espera que um acordo possa assegurar ''a sustentabilidade dessa fábrica frente a um mercado em desenvolvimento e concorrência em expansão''.

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