Curitiba - A greve dos trabalhadores da montadora Volkswagen, localizada em São José dos Pinhais (Região Metropolitana de Curitiba), completou ontem 34 dias, sem que a reunião entre Sindicato dos Metalúrgicos e representantes da montadora colocasse fim ao impasse. A negociação havia sido pedida pela companhia, mas segundo o sindicato dos trabalhadores, não foi apresentada nenhuma nova proposta.
Hoje ocorre outra rodada de conversas para tentar colocar um ponto final na paralisação. No começo da tarde, os trabalhadores fazem assembleia para decidir os rumos do movimento.
Segundo o sindicato, a montadora teria proposto que os funcionários trabalhem um sábado a mais no mês. Atualmente, o acordo é de um sábado de trabalho a cada mês. Além da Participação nos Lucros e Resultados (PLR), o sindicato pretende incluir na negociação o plano de cargos e salários, os dias parados e data-base da categoria. Os funcionários querem que a empresa assuma uma parte dos dias parados.
A empresa informou que não vai se manifestar sobre o assunto. Até ontem, a fábrica deixou de produzir 20.160 veículos e o prejuízo estimado é de R$ 806 milhões, de acordo com cálculo do sindicato. Além disso, a greve prejudica o trabalho de 20 mil funcionários que atuam em fornecedores e empresas terceirizadas da montadora.

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