Em assembleia nesta manhã, os trabalhadores da General Motors de São José dos Campos, no Vale do Paraíba, votaram pelo fim da greve no complexo após a montadora aceitar a proposta feita pelo Tribunal Regional do Trabalho (TRT) na última terça-feira, 24.

O acordo aceito pelos metalúrgicos garante o emprego por oito meses, sendo cinco meses de lay-off para 650 trabalhadores a partir do dia 9 de março, mais três meses de estabilidade.

Em audiência de conciliação com a GM no TRT de Campinas, a montadora inicialmente havia recusado a proposta. No fim da tarde de ontem, a empresa chamou a direção do Sindicato dos Metalúrgicos para anunciar o aceite. Ainda de acordo com a entidade, os quatro dias parados não serão descontados da folha de pagamento.

Na avaliação da direção da entidade, "o acordo garante que não haverá demissões, que era o objetivo principal da empresa" e que repete as bases do lay-off anterior. "Não é boa, mas pelo menos garante os empregos no momento", disse Luiz Carlos Prates, diretor do sindicato.

Após a votação pelo fim da greve, os 3 mil trabalhadores do primeiro turno retornaram imediatamente ao trabalho. À tarde, outros 2 mil trabalhadores serão comunicados do aceite da proposta que já havia sido aprovada na assembleia de ontem e inicialmente recusada pela montadora.

"Nós não podemos pagar pela crise, se demitir tem que parar", mobilizou o diretor na apresentação do aceite.

A eleição sindical pode ter provocado um impasse para o encerramento da greve já na terça-feira durante a audiência no TRT. O acordo poderia influenciar diretamente o resultado das eleições que sai agora pela manhã. Duas chapas disputam a eleição, ambas com grande representatividade dentro da montadora.

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