Greve na Batavo, CCLPL e Castrolanda: três feridos
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sexta-feira, 29 de novembro de 1996
Giovani Ferreira<br>Correspondente 
PONTA GROSSA - Os trabalhadores das cooperativas agropecuárias da região de Ponta Grossa iniciaram ontem um movimento grevista, reivindicando reposição de perdas salariais registradas este ano. Comandado pelo Sindicato dos Trabalhadores em Indústrias de Laticínios, Carnes e Rações de Castro e Região, o movimento está concentrado nas cooperativas Central de Laticínios do Paraná (CCLPL), Agropecuária Batavo e Castrolanda.
Um piquete formado por grevistas e manifestantes de outros sindicatos, em frente à Cooperativa Central, em Carambeí, terminou em confronto com a Polícia Militar. Por volta das seis horas da manhã de ontem, policiais do posto da PM de Carambeí, que foram chamados para dispersar o piquete, acabaram entrando em confronto com manifestantes.
De acordo com Donizete Gelinski, coordenador do sindicato que representa a classe, três pessoas saíram feridas. Paralisação parcial aconteceu na Cooperativa Castrolanda, em Castro, onde, de acordo com o sindicato da classe, aproximadamente 150 funcionários não assumiram seus postos de trabalho na manhã de ontem.
Conforme informações do sindicato, a greve na Castrolanda parou a fábrica de rações e o secador de sementes da cooperativa. O assessor jurídico da Castrolanda, José Guido Teixeira, disse que apenas 40 funcionários aderiram à greve e que todos os setores da cooperativas operaram normalmente.
A reinvindicação do sindicato é o repasse da inflação acumulada, com um reajuste de 11,84%. A Cooperativa Central quer conceder um reajuste de 8%. A Castrolanda e a Batavo estão propondo 4%, mas apenas para os trabalhadores que recebem até três pisos salariais.


