Greve já impediu R$ 523 mi em importações
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sexta-feira, 21 de março de 2008
Luciana Pombo<br>Equipe da Folha 
Curitiba - As operações portuárias estão parando gradativamente nos Portos de Paranaguá e Antonina. A estação aduaneira de Foz do Iguaçu está sobrecarregada. A greve dos auditores fiscais, que começou na última terça-feira, já evitou que cerca de R$ 523 milhões em produtos importados trafegassem pelo Porto de Paranaguá (os produtos estão retidos). A paralisação ainda não atingiu a movimentação do cais público e do terminal privado. Embarques e desembarques ocorrem normalmente. No entanto, a fiscalização e a conferência de documentos dos produtos importados desembargados estão completamente parados.
Na exportação, mais burocracia. Os auditores estão atendendo, mas adotaram a ''operação-padrão''. Com isso, um processo que demoraria dez minutos para ser despachado pode ser feito em quatro horas. Com a operação-padrão cerca de 70 operações por dia não estão sendo feitas, o equivalente a paralisação de R$ 13 milhões em movimentações portuárias. ''Estamos garantindo a movimentação mínima, mas se o movimento se estender será necessário parar o desembarque no cais'', disse Rodrigo Sais, presidente da Delegacia do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal.
Em Foz do Iguaçu, mais de 630 caminhoneiros terão que passar a Páscoa na Estação Aduaneira do Interior (Eadi), órgão ligado à Receita Federal (RF). Os caminhoneiros ficarão retidos na fronteira até segunda-feira, quando volta o expediente. Ontem, 230 veículos foram liberados pela manhã e tarde, quase metade dos cerca de 400 desembaraços usuais. Por causa da lentidão, o pátio fechou com quase 640 caminhões (a capacidade é de 700 veículos). Estão sendo liberadas, preferencialmente, as cargas perecíveis.
Em Curitiba, estão sendo mantidos os serviços de fiscalização de pagamento de tributos, arrecadação e dúvidas do contribuinte para o preenchimento do Imposto de Renda. Existem ainda unidades da RF em Cascavel, Londrina, Maringá e Ponta Grossa. O movimento de paralisação é nacional e os auditores reivindicam equiparação salarial com os delegados da Polícia Federal e com os procuradores da Fazenda Nacional que trabalham na Advocacia Geral da União (AGU). Com o pedido dos auditores, o salário inicial dos servidores passaria de R$ 7 mil para R$ 17 mil.


