Greve fecha 73 bancos em Londrina
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sexta-feira, 20 de setembro de 2013
Nelson Bortolin Reportagem Local 
O primeiro dia da Greve Nacional dos bancários em Londrina foi tranquilo, com grande adesão da categoria, mas sem tumulto nas agências. Segundo o Sindicato dos Bancários, 73 agências e 1.741 funcionários pararam, ou 72% de um total de 2.393. Todas as seções de autoatendimento permaneceram abertas para saques, pagamentos, transferências e depósitos, com exceção da Caixa Econômica, que recolheu os envelopes . "Depósito é para ser feito nas lotéricas, no valor máximo de R$ 500", disse uma funcionária terceirizada da agência centro, que não quis se identificar.
Segundo o diretor do Sindicato do Bancários, Valdemir Prado, que cuidava da agência do Itaú, do Calçadão, o movimento foi "muito tranquilo". "O bancário tem coerência e consciência, não precisamos fazer piquete para que eles entrem em greve. Os patrões só oferecem 6,1% de reajuste e nós queremos 11,93%", conta.
De acordo com Danielle Ruíza, também diretora do sindicato e funcionária do Santander do Calçadão, somente 5 dos 35 funcionários da agência trabalharam ontem. No autoatendimento, o movimento era normal. "Não é nossa intenção atrapalhar o atendimento nas máquinas. Não queremos prejudicar a população. Queremos que os banqueiros nos respeitem e ofereçam um reajuste melhor", declara.
A reportagem percorreu vários bancos ontem à tarde e só encontrou uma cliente contrariada. Ela foi à Caixa buscar seu cartão Minha Casa Melhor, mas não conseguiu recebê-lo. O cartão é fornecido pelo governo para quem financia imóvel pelo programa Minha Casa Minha Vida. Ele oferece crédito de até R$ 5 mil para compra de móveis e eletrodomésticos. "Já estou com a minha compra separada na loja e só falta levar o cartão. Não é possível que eles não possam me entregar, vou procurar o Procon", disse a agente de endemias Andréa Bernardo.
Mais tarde, a reportagem telefonou para ela para saber se havia resolvido a situação. "A atendente do Procon ligou para o banco. Mas disseram que, como o cartão já estava disponível para mim antes da greve e eu não peguei, não iriam entregar. Preciso esperar o fim da greve", reclamou. A assessoria de imprensa da Caixa informou ontem que o episódio foi pontual e que hoje o autoatendimento funcionará normalmente.
Segundo o coordenador do Procon, Rodrigo Brum Silva, mesmo em caso de greve, os bancos são obrigados a manter funcionando os serviços essenciais, aqueles relativos à compensação. "Eles têm de manter em funcionamento os caixa eletrônicos e o abastecimento constante de cédulas e envelopes", afirma.
Informado pela reportagem que a Caixa não está disponibilizando envelopes, ele disse que provavelmente o banco seria autuado pelos fiscais do órgão.
O coordenador do Procon diz que foram fiscalizadas nove agências ontem em Londrina, uma de cada empresa, e não houve qualquer problema. "Todas estavam com caixas operacionais para que consumidores pudessem fazer pagamentos", conta. O órgão repetirá o expediente hoje e nos próximos dias.
Negociação
A categoria reivindica reajuste salarial de 11,93%, que corresponde a 5% de aumento real além da inflação, Participação nos Lucros e Resultado (PLR) de três salários e mais R$ 5.553,15, além de piso de R$ 2.860, conforme estabelecido pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).
A Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) ofereceu reajuste salarial de 6,1% sobre salários, pisos e benefícios. O mínimo passaria a R$ 2.182,36 para jornadas de seis horas, o auxílio refeição iria a R$ 22,77 por dia e a cesta alimentação passaria para R$ 390,36. "A Fenaban ressalta que o piso salarial da categoria subiu mais de 75% nos últimos sete anos e os salários foram reajustados em 58%, ante uma inflação medida pelo INPC de 42%", informou, em nota. Não há previsão de nova rodada de negociação

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