Curitiba - A greve dos bancários entra hoje no terceiro dia. Os trabalhadores intensificaram o movimento ontem em Curitiba e no interior do Estado com o fechamento de um número maior de agências e a adesão de mais funcionários. Em Curitiba e Região Metropolitana fecharam as portas ontem 160 agências contra 91 da última quarta-feira. Além disso, foi paralisado o atendimento em 11 centros administrativos dos bancos HSBC, Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil. O número de agências da Caixa Econômica Federal e do Banco do Brasil passou de 84 para 94. Nos bancos privados, a adesão foi ainda maior e saltou de sete agências para 66. Os caixas automáticos continuaram em funcionamento.
Ontem, a adesão à greve foi de 13,3 mil bancários contra 12 mil na quarta-feira em Curitiba e Região. O total de trabalhadores nesta área na Capital e Região é de 17 mil.
No interior o número de agências paradas passou de 120 para 140 entre o primeiro e o segundo dia de greve. No Estado todo, pararam ontem 300 agências e 15,8 mil bancários de um total de 28.521. Ontem, os trabalhadores realizaram uma assembléia no final da tarde em Curitiba para discutir as estratégias para a continuidade da greve.
Nos bancos privados o trabalho de recolhimento de depósito e reposição do dinheiro é realizado por funcionários terceirizados. Nos bancos públicos, o trabalho é supervisionado por gerentes dos bancos.
Os trabalhadores querem um reajuste salarial de 13,23% (inflação do período mais 5% de ganho real). A Fenaban ofereceu 7,5% de reajuste.
Lotéricas
Com a greve, aumentou o movimento nas lotéricas da Capital. O proprietário da Loterias Muricy, Auxílio Suguimoto, que tem duas lojas no centro de Curitiba, disse que o movimento quadriplicou desde o início da paralisação. ''Se a greve continuar, será uma forma de trazer as pessoas para as lotéricas, agregar vendas e proporcionar arrecadação extra.''
Como forma de garantir a segurança, Suguimoto, espalhou câmeras para todo lado. O presidente do Sindicato das Empresas Lotéricas do Paraná (Sinlopar), Augusto Tucholski, tem opinião contrária e disse que os lotéricos temem pela questão da segurança. Segundo ele, a maior parte dos empresários utiliza câmeras e não têm recursos para pagar o serviço de vigilantes.

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