Imagem ilustrativa da imagem Greve faz londrinenses anteciparem ida aos bancos
| Foto: Anderson Coelho
Movimento em Londrina e região afetará 152 agências bancárias: categoria recusou reajuste de 6,5% proposto pelos bancos



Muitos londrinenses correram aos bancos ontem buscando se antecipar à greve dos bancários prevista para começar à zero hora de hoje. Em Londrina, segundo o sindicato da categoria, a paralisação começaria pelas principais agências do centro, se espalhando pelas demais no transcorrer do dia. O Sindicato dos Bancários de Londrina e Região representa trabalhadores de 152 agências.
A aposentada Maria Aparecida Costa de Souza foi avisada da greve pela irmã e correu para o banco buscar a aposentadoria. "Eu vinha amanhã (hoje), mas resolvi não arriscar", conta. O advogado Mário Geraldo Costa Barroso também procurou fazer todo o serviço bancário ontem. "Vim pagar contas que venciam hoje (ontem) e aproveitei para adiantar um depósito que faria outro dia."
Outro que correu para o banco ao saber da greve foi o pintor George Pedro da Silva. "Fiz tudo o que precisava. Mas se a greve durar mais de uma semana vai me atrapalhar muito." Já o porteiro Alexandro Pires nem sabia do movimento. E ficou aliviado ao receber a informação pela reportagem quando deixava uma agência no centro. "Ainda bem que vim hoje (ontem)."
A secretária geral do sindicato, Gisa Bisotto, enumera as principais reivindicações da categoria: reajuste salarial de 14,78% (inflação mais 5% de ganho real); participação nos lucros e resultados (PLR) de três salários mais R$ 8.317; piso de R$ 3.940; vale-alimentação, vale-refeição, 13ª cesta e auxílio-creche no valor de R$ 880 cada. "Os patrões oferecem apenas 6,5% de reajuste, PLR igual ao do ano passado e mais abono de R$ 3 mil", afirma. Gisa conta que os grevistas darão um atendimento especial aos aposentados nos primeiros dias de greve. "Vamos garantir que recebam."

FISCALIZAÇÃO
O coordenador do Procon em Londrina, Rodrigo Brum da Silva, afirma que o órgão fará "constante fiscalização" dos bancos durante a greve. Segundo ele, as instituições financeiras são um serviço essencial e legalmente estão impedidas de simplesmente deixar de atender à população. Por isso, terão de manter os caixas eletrônicos funcionando 24 horas por dia para pagamento, depósito e saque. Terão de fazer o abastecimento de cédulas e envelopes, de acordo com a necessidade de cada agência bancária, além de manter serviço de segurança nos caixas eletrônicos.
Ainda de acordo com Silva, os bancos terão de manter o auxílio no atendimento, inclusive com a contratação de terceirizados, se for o caso, para idosos, gestantes e "portadores de necessidades especiais"
Brum alega que, havendo meios alternativos para o pagamento de seus compromissos - como caixas eletrônicos e lotéricas -, o consumidor não deverá deixar de realizá-lo. Caso determinada conta não possa ser paga por esses meios, o devedor deverá procurar a empresa credora, preferencialmente com alguma prova de que o contato foi realizado. "Somente tendo esgotado esses meios é que o consumidor terá o direito de pagar a conta sem multa, nem juros, após a greve", explica.

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