Curitiba - A greve dos vigilantes que começou na segunda-feira já começa a trazer problemas para os clientes dos bancos. Ontem, faltou dinheiro no caixa automático de algumas agências e em outros locais não era possível fazer depósito. A paralisação tem 100% de adesão dos trabalhadores.
Na agência do HSBC da Avenida Marechal Floriano ontem a operação de depósito estava indisponível em função da greve. ''Tenho que fazer um depósito e não consigo'', disse o vendedor Rodrigo Santos. Ontem, ele também tentou sacar dinheiro, mas não teve êxito. ''A greve é ruim. Atrasa tudo'', disse a dona de casa Andréia das Graças.
Na agência da Caixa Econômica da Praça Carlos Gomes, 13 caixas automáticos apresentavam o aviso ''Não tem dinheiro''. Uma funcionária que orientava os clientes, disse que a última vez que os caixas tiveram abastecimento de dinheiro foi na sexta-feira. O comerciante Loreni Medeiros disse que foi pego de surpresa pela greve. Precisava fazer depósito e saque, mas não conseguiu. ''Lembro que ano passado essa greve prejudicou muito os usuários de bancos'', disse.
O motorista João Santana contou que teve dificuldade em fazer depósitos ontem. ''Por mim, não existia greve. Não resolve o problema'', afirmou. A reportagem foi até a agência do Banco do Brasil da Praça Tiradentes, mas lá o atendimento estava normal.
Ontem, os vigilantes tiveram uma audiência no Tribunal Regional do Trabalho (TRT) com o sindicato patronal, mas não chegaram a um acordo. Ficou marcada para hoje uma nova assembleia às 10 horas. Os trabalhadores querem reajuste salarial de 8%, vale-alimentação de R$ 15, piso de R$ 800, redução do prazo para compensação de horas extras e que os dias parados não sejam descontados. Os patrões ofereceram reajuste salarial de 4,59%, vale-alimentação de R$ 14,70, piso de R$ 680 que em seis meses chegaria a R$ 700,00. A redução do prazo para compensação de horas extras seria dos atuais 90 para 60 dias.
Por dia, os vigilantes transportam cerca de R$ 50 milhões em todo o Estado. Aproximadamente 2,4 mil trabalhadores estão ligados ao sindicato no Paraná.

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