Greve dos vigilantes está longe do fim
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sábado, 06 de fevereiro de 2010
Andréa Bertoldi<br> Equipe da Folha 
Curitiba - A greve dos vigilantes que começou na última segunda-feira ainda vai se estender para esta semana, no entanto, com menos intensidade. Ontem, o Tribunal Regional do Trabalho (TRT) determinou 40% de todos os trabalhadores voltassem ao trabalho imediatamente. O tribunal ainda enviou um oficial de justiça até as empresas Brink's e Prosegur para verificar se as companhias realmente estavam impedindo os funcionários de retomarem o trabalho.
Segundo o presidente do Sindicato dos Vigilantes de Curitiba e Região Metropolitana, João Soares, as duas empresas ainda não liberaram os carros-fortes para os funcionários. Ele classificou a atitude de 'locaute', ou seja, greve do empregador. O sindicalista acredita que isso pode representar intenções de enfraquecer a paralisação ou pressionar os bancos a reajustar o valor dos contratos com essas companhias. Os funcionários das empresas Proforte e Transbank continuavam em greve ontem.
O sindicato quer que as empresas sejam notificadas pelo TRT inclusive com aplicação de multa diária caso não reiniciem o trabalho de abastecimento das agências, terminais e lotéricas.
Em audiência conciliatória realizada no TRT-PR, na última quarta-feira, a vice-presidente do tribunal, desembargadora Rosemarie Diedrichs Pimpão, determinou o retorno imediato ao trabalho de 50% dos vigilantes em greve. Os funcionários da Brink's e da Prosegur acabaram aceitando as propostas das empresas.
As empresas ofereceram um reajuste salarial que inclui a reposição da inflação (INPC) mais 1% de aumento real e vale-alimentação de R$ 15. Os trabalhadores querem reajuste salarial de 8%, vale-alimentação de R$ 15, piso de R$ 800, redução do prazo para compensação de horas extras e que os dias parados não sejam descontados.


