Greve dos vigilantes está longe do fim
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sexta-feira, 05 de fevereiro de 2010
Andréa Bertoldi<br> Equipe da Folha 
Curitiba - Hoje a greve dos vigilantes entra no quinto dia e ainda não tem data para terminar. Os trabalhadores não chegaram a um acordo com o sindicato patronal. O Tribunal Regional do Trabalho (TRT) tinha determinado na última quarta-feira que duas empresas de transporte de valores voltassem a operar. No entanto, segundo o presidente do Sindicato dos Vigilantes de Curitiba e Região Metropolitana, João Soares, isso não ocorreu.
''Entramos com uma petição hoje (ontem) no Tribunal dizendo que as duas empresas descumpriram a determinação judicial com pedido de aplicação de multa diária'', disse ele. Hoje, são quatro empresas que atuam com transporte de valores. A greve tem adesão de 100% no Paraná.
As empresas ofereceram um reajuste salarial que inclui a reposição da inflação (INPC) mais 1% de aumento real e vale-alimentação de R$ 15. Os trabalhadores querem reajuste salarial de 8%, vale-alimentação de R$ 15, piso de R$ 800, redução do prazo para compensação de horas extras e que os dias parados não sejam descontados. Por dia, os vigilantes transportam cerca de R$ 50 milhões em todo o estado. Aproximadamente 2,4 mil trabalhadores estão ligados ao sindicato no Paraná.
O Banco do Brasil informou que os caixas eletrônicos das agências estão funcionando normalmente. O problema está nos caixas externos localizados em supermercados, shoppings, entre outros locais. O banco HSBC esclareceu que adotou um plano de contingência durante a greve para minimizar problemas para os clientes.


