Greve dos vigilantes deixa clientes amedrontados
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terça-feira, 03 de fevereiro de 2009
Edson Pereira Filho<br> Reportagem Local 
A falta de segurança nas agências bancárias ontem, no primeiro dia de greve dos vigilantes, deixou amedrontados os clientes de banco no Paraná. Comerciantes, empresários, profissionais liberiais foram pegos de surpresa com o fechamento dos agências por causa da greve. Alguns clientes até, com quantias vultuosas em malotes camuflados em sacolas, mostravam-se apreensivos em saber que não havia qualquer segurança na garagem das agências ou mesmo junto aos caixas eletrônicos. Esta primeira semana é de pagamentos de salários e encargos para a maioria das empresas. O presidente do Sindicato dos Vigilantes de Londrina (Sindivigi), Orlando Luiz de Freitas, informou que 80% da categoria composta por 1,8 mil vigilantes estava parada.
O comerciante de três empresas de pet shop em Londrina, Dirceu Defende, estava na Caixa Econômica Federal com um malote de dinheiro para depositar. Estou com muito dinheiro, tenho medo até de sair daqui, disse Defende, ao explicar que a filha estava telefonando para a gerência do banco. Estou na esperança de que eles me deixem depositar este dinheiro, comentava. Enquanto falava, o comerciante permanecia escondido, no canto do caixa eletrônico da agência Centro da Caixa.
O transtorno causado pelo fechamento da agência atingiu os negócios do corretor de imóveis, Pedro Ferreira Pinto. Segundo ele, dois clientes estavam prestes a fechar negócio para compra de imóvel. Quando a gente passa do prazo de fechar o negócio, quem quer comprar pode perder interesse devido a demora, declarou, ao informar que é cliente do Banco do Brasil. Já o empresário, João Paulo de Neto, de frente a uma agência do Bradesco, contabilizava os prejuízos por não ter pago tributos e retirado dinheiro para os salários dos funcionários. Quem vai arcar com os encargos das dívidas não pagas vai ser eu, reclamava.
Greve
A base territorial dos vigilantes de Londrina abrange 90 municípios. Segundo Freitas, a categoria reivindica 6,4% de reajuste salarial pelo INPC, mais 5% de ganho real; aumento do valor ticket refeição de R$ 10,00 para R$ 15,00; mais 7,5% de aumento no adicional de risco de vida tendo por base o piso salarial da categoria, que hoje varia de R$ 890,00 a R$ 1.500 conforme a área de atuação, segundo o Sindivigilantes. O dirigente informou que a greve é por tempo ideterminado, até que as empresas apresentem alguma proposta.


