Greve dos caminhoneiros já compromete estoques de supermercados
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quinta-feira, 24 de maio de 2018
Fernanda Circhia - Grupo Folha 

Com a greve dos caminhoneiros, que está em seu quarto dia nesta quinta-feira (24), a Apras (Associação Paranaense de Supermercados) emitiu nota admitindo preocupação com as consequências dos bloqueios nas rodovias para o abastecimento de gêneros básicos, "notadamente o de alimentos perecíveis, tais como frutas, legumes, verduras, carne in natura e demais categorias de produtos resfriados, como laticínios".
"Mesmo com o esforço do setor de supermercados para garantir o perfeito abastecimento da população, empresas filiadas à Apras reportaram que já começam a ter seus estoques de produtos comprometidos", diz trecho da nota oficial enviada à reportagem na tarde desta quinta-feira.
Neste sentido, a Apras, em sintonia com a Abras (Associação Brasileira de Supermercados), alerta as autoridades do Paraná e do Brasil "para que negociem o mais rápido possível com os manifestantes a adoção de providências de curto prazo que permitam a circulação de veículos de cargas perecíveis. Ao mesmo tempo, conclama para que o diálogo prossiga e que permita o perfeito restabelecimento dos fluxos de logística no país, evitando que a população sofra com a falta de produtos de necessidades básicas".
No entanto, a associação informa que "considera legítimo o direito de manifestação da categoria profissional dos caminhoneiros contra os constantes aumentos nos preços dos combustíveis e se solidariza com a classe".
Em resposta à reportagem, a assessoria do Grupo Muffato afirmou que, por enquanto, as lojas estão administrando os estoques para minimizar os prejuízos aos clientes. "Contudo, se a greve continuar, teremos rupturas em alguns itens perecíveis, como algumas frutas e legumes."
A assessoria da rede Carrefour informou em nota que está acompanhando atentamente os movimentos dos caminhoneirose a negociação com o Governo. Além disso, reforçou que "o abastecimento segue sem muitos problemas em suas lojas em função dos volumes de estoques e que busca alternativas para atender o maior número de clientes. A empresa já está em contato com fornecedores locais para continuar garantindo o abastecimento". Na loja de Londrina há um comunicado informando que a venda de produtos será limitada:
"Atenção clientes, devido à greve dos caminhoneiros, e para que todos os nossos clientes consigam aproveitar nossos preços e ofertas, estamos limitando a venda a no máximo 5 unidades de cada item por compra. Contamos com a sua compreensão. Muito obrigado."
O gerente de uma das onze lojas da rede Viscardi, Amarildo Monteiro dos Santos diz que não há limites de unidades pro compras, mas admite que os estoques estão baixando. "Não recebemos carnes hoje e o estoque está baixo. Ainda temos leite longa vida, mas não recebemos o de saquinho. Também não sabemos se haverá abastecimento no setor de frutas, verduras e legumes nesta sexta", diz.
A reportagem aguarda retorno do Musamar, Atacadão e Cidade Canção. Os demais mercados Tonhão, Super Golff e Atacadão não atenderam as ligações. E funcionários do Almeida Mercados afirmaram que não estão autorizados a divulgar informações.
(Colaborou Luís Fernando Wiltemburg)
(Atualizada às 17h12)
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