Curitiba - A greve dos bancários se intensificou ontem, quando entrou no segundo dia. Em Curitiba e Região Metropolitana estavam fechadas ontem 238 agências ou 44% do total, contra 31% no primeiro dia de paralisação. Ontem, também estavam fechados 11 centros administrativos e 12,5 mil bancários permaneceram de braços cruzados. Também estavam sem funcionamento 100% das agências da Caixa Econômica Federal e do Banco do Brasil em Curitiba e Região.
Dos 24,4 mil bancários no Estado da base da Federação dos Trabalhadores em Empresas de Crédito (Fetec-CUT/PR), 16,6 mil estavam parados, o que representa 68% do total. São 525 agências fechadas na região dos municípios de Apucarana (27), Arapoti (30), Campo Mourão (30), Cornélio Procópio (18), Curitiba (238), Guarapuava (18), Londrina (94), Paranavaí (31) e Umuarama (39).
Segundo a secretária geral do Sindicato dos Bancários de Londrina e Região, Gisa Bisotto, ontem a greve se intensificou porque na terça-feira eram 74 agências fechadas. De acordo com ela, ainda não há nenhuma proposta nova de negociação por parte da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban).
Hoje a categoria faz um ato público contra a independência do Banco Central de manhã em frente à sede do BC em Curitiba.
As principais reivindicações dos trabalhadores são aumento salarial de 12,5% (5,4% de aumento real e 7,1% de reposição da inflação), piso salarial de R$ 2.979,25, conforme salário mínimo sugerido pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), e vale-alimentação, refeição e auxílio-creche de R$ 724, PLR de três salários mais R$ 6.247,00, além de plano de cargos e carreiras. A última proposta da Fenaban foi de reajuste de 7,35% para os salários e de 8% para os pisos.

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