Greve dos bancários já é a maior dos últimos 12 anos
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quarta-feira, 28 de setembro de 2016
Bruno Bocchini<br>Agência Brasil 

A greve dos bancários, que entra hoje em seu 24º dia, já é a mais longa desde 2004, ano em que a paralisação chegou a 30 dias. Ontem à noite, após nova rodada de negociações, o Comando Nacional dos Bancários rejeitou a proposta da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) - reajuste de 7% mais abono de R$ 3.500 para este ano e reposição da inflação mais 0,5% de aumento real em 2017 e orientou os sindicatos filiados a realizarem novas assembleias na próxima segunda-feira.
Em 2013, a maior paralisação dos bancários até então desde 2004 durou 24 dias. Os trabalhadores reivindicam reajuste de 14,78%, sendo 5% de aumento real, considerando inflação de 9,31%; participação nos lucros e resultados (PLR) de três salários acrescidos de R$ 8.317,90; piso no valor do salário mínimo do Dieese (R$ 3.940,24), e vales alimentação, refeição, e auxílio-creche no valor do salário mínimo nacional (R$ 880). Também é pedido décimo quarto salário, fim das metas abusivas e do assédio moral.
Atualmente, os bancários recebem um piso de R$ 1.976,10 (R$ 2.669,45 no caso dos funcionários que trabalham no caixa ou tesouraria). A regra básica da participação nos lucros e resultados é 90% do salário acrescido de R$ 2.021,79 e parcela adicional de 2,2% do lucro líquido dividido linearmente entre os trabalhadores, podendo chegar a até R$ 4. 043,58. O auxílio-refeição é de R$ 29,64 por dia.
O acordo de dois anos proposto pela Fenaban divide a categoria. "O acordo de dois anos pode ser uma boa alternativa, desde que traga ganho para os bancários", disse Juvandia Moreira, presidente do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e região e uma das coordenadoras do Comando Nacional dos Bancários.
A prmeira proposta dos bancos apresentada no último dia 9 havia sido de um reajuste de 7% para os salários e benefícios, somado a um abono de R$ 3.300 a ser pago em até dez dias após a assinatura do acordo. O reajuste seria aplicado também no PLR.
"A proposta apresentada traduz o esforço dos bancos por uma negociação rápida e equilibrada, capaz de atender às demandas por correção salarial e outros itens da Convenção Coletiva, com um modelo ajustado à atual conjuntura econômica", disse em nota a Fenaban.
Um balanço feito ontem pelo Sindicato dos Bancários de Londrina e região apontou que a base de Londrina está com 120 unidades fechadas (116 agências e quatro postos de unidade bancária), mobilizando 1.956 bancários. Já o Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região informou que 913 locais de trabalho, sendo dez centros administrativos e 903 agências estavam fechados na base do sindicato, com mais de 32 mil trabalhadores aderindo à greve.


