Greve dos bancários enfraquece depois de autorização judicial
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 24 de setembro de 2004
Luciana Pombo<br> Equipe da Folha 
Curitiba - A greve dos bancários em todo o Paraná enfraqueceu ontem nos bancos privados depois dos interditos proibitórios que foram concedidos pela Justiça Federal, impedindo que os sindicalistas fizessem piquetes em frente às agências do HSBC, Bradesco e Itaú em vários municípios. Ontem fecharam 112 agências de bancos privados, 58% a menos do que no dia anterior. ''Existia já a certeza que muita gente se viria obrigada a retornar ao trabalho. Até por medo de demissões. As ameaças dos banqueiros são constantes'', disse ontem o presidente da Federação dos Bancários da Central Única dos Trabalhadores (CUT) no Paraná, Adilson Stuzata.
As maiores quedas no movimento grevista ocorreram nos municípios de Guarapuava (ontem apenas duas agências fecharam, no dia anterior tinham fechado 19 agências), Londrina (greve teve enfraquecimento de 83,33%), Paranavaí (-70%), Toledo (-57,14%), Cornélio Procópio (-16,67%) e Campo Mourão (-7,14%).
Enquanto os bancos privados retornaram ao trabalho com o interdito proibitório, a maioria das agências do Banco do Brasil (BB), que também conquistou o despacho judicial, permaneceu fechada ontem. ''Não tem o que obrigue o bancário a voltar ao trabalho. É um direito paralisar as atividades e os bancários estão unidos pela greve'', analisou Stuzata. Em todo o Paraná, o número de agências de bancos públicos (BB e Caixa Econômica Federal) que fecharam aumentou em 11,06%. Fecharam ontem 199 agências bancárias no Estado.
Em alguns municípios, a manifestação se avolumou ontem. Foram os casos de Curitiba (+3,13%), Apucarana (+28%) e Umuarama (+57,14%). Nestes três municípios, ficaram fechadas ontem 201 agências bancárias. Mais um município aderiu à greve ontem, Arapoti (149 quilômetros ao sul de Jacarezinho). Lá ficaram fechadas 11 agências bancárias. Dos 17 mil bancários do Paraná, a expectativa é de aproximadamente 6 mil tenham aderido à paralisação.
Até ontem, os bancários garantiram que não tiveram qualquer tipo de transtorno nos caixas eletrônicos. Stuzata disse que os depósitos e os saques são garantidos por empresas terceirizadas, que fazem o trabalho de segurança.


