Greve do Ibama começa a prejudicar exportações
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terça-feira, 05 de junho de 2007
Andréa Bertoldi<br>Equipe da Folha 
Curitiba- A greve dos funcionários do Ibama pode começar a trazer problemas para as exportações de madeira no Porto de Paranaguá nos próximos dias. Os fiscais do instituto recebem cerca de 60 pedidos para fiscalização de madeira e laminados por dia. Na última segunda-feira, os fiscais lacraram o escritório do Ibama no porto e suspenderam totalmente a fiscalização de madeira. Desde 19 de maio, os funcionários estão fazendo operação-tartaruga no porto, mas vinham atendendo 80% dos pedidos de fiscalização. A paralisação da categoria começou em 14 de maio e atinge o Brasil todo.
A madeira que é exportada através do porto é fiscalizada pelo Ibama de acordo com as convenções internacionais assinadas entre o Brasil e os países compradores do produto. Os fiscais também verificam a documentação e colocam um selo e um lacre.
A Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa) acredita que a paralisação não deve trazer impacto imediato. Mas, trará problemas caso se estenda por mais tempo. Ainda segundo a Appa, os quatro armazéns com madeira já passaram por vistorias do Ibama. Uma parte das exportações de madeira ocorre através de contêineres através do Terminal de Contêineres de Paranaguá (TCP). Segundo a Appa, 25% do total exportado pelo TCP em abril foi madeira.
Na próxima segunda-feira, os funcionários do Ibama devem fazer uma assembléia em Curitiba para decidir sobre a continuidade do movimento no Paraná todo. O resultado desta assembléia será encaminhado para a coordenação geral da greve, em Brasília.
Ontem, os funcionários do Ibama realizaram manifestações em todo o País contra a aprovação da Medida Provisória 366/07 que divide o instituto e cria o Instituto Chico Mendes, que retira do Ibama a administração das Unidades de Conservação Federais. Os funcionários do Ibama admitem que o órgão precisa de reestruturação, mas criticam a forma como está sendo feita, com a fragmentação da gestão ambiental e sem a negociação com os pesquisadores. Em Curitiba, eles fecharam a Rua 15 de Novembro, em frente ao Teatro da Reitoria da Universidade Federal do Paraná (UFPR), no centro.


