A Associação dos Fiscais da Defesa Agropecuária do Estado do Paraná (Afisa-PR) já promove assembleias regionais e se prepara para compor a comissão de negociação para debater a possibilidade de paralisação das atividades de fiscalização sanitária no Estado. Segundo o presidente da Afisa, Rudmar Luiz Pereira dos Santos, a maioria dos servidores está disposta à aderir a greve ainda em novembro - período da segunda etapa de vacinação contra a aftosa -, caso a Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab) não autorize a transferência dos servidores para a Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Paraná (Adapar), órgão ainda em fase de criação.

O diretor do Defis, Marco Antonio Teixeira Pinto, explica que, após a criação da Adapar, os funcionários do Defis irão prestar serviço para agência. ''Cada um terá direito de escolha sobre a mudança'', esclarece. Com isso, a responsabilidade sanitária do Estado passará para a Adapar. Sobre a contratação de novos funcionários, ele afirma que o maior contingente será composto por pessoal do Defis, mas será realizado concurso público para preenchimento das vagas complementares. Entretanto, a Afisa refuta o empréstimo dos servidores à Adapar.

Para o diretor do Defis, a campanha de vacinação que será realizada em novembro é de extrema importância para evitar o risco de contaminação com o vírus da febre aftosa, situação que se agravou com a confirmação de um foco da doença no Paraguai. ''Uma greve nesse momento coloca em risco o patrimônio do Estado. Durante o período de vacinação, seria irresponsável e inoportuno para o Paraná, em função do risco de aftosa'', argumenta. Leia mais na reportagem de Mariana Fabre.

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