Greve de fiscais impede vendas do Paraná
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 18 de novembro de 2005
José Antonio Pedriali<br>Agência Estado 
Londrina - A liberação das fronteiras de São Paulo para os produtos e subprodutos de origem animal procedentes das regiões paranaenses excluídas da intervenção sanitária por causa da suspeita de febre aftosa não pode ainda ser comemorada pelos produtores de leite dos Campos Gerais, a maior região leiteira do País.
O leite cru poderá voltar a entrar livremente em São Paulo se proceder de estabelecimentos com Sistema de Inspeção Federal (SIF) e acompanhados de atestado sanitário emitido pelo Ministério de Agricultura. A mesma exigência é feita para outros produtos, como a carne com osso, por exemplo. Acontece que os fiscais estão em greve há cerca de 15 dias e somente eles podem emitir esses certificados.
''Mudou tudo, mas continuamos na mesma'', desabafou Rogério Wolf, coordenador de produção leiteira da Castrolanda, que, junto com a Batavo, produz 600 mil litros diários de leite. Desse total, 400 mil eram vendidos para São Paulo in natura.
No início do embargo imposto por São Paulo, em 22 de outubro, a região dos Campos Gerais teve de jogar fora cerca de um milhão de litros de leite. Como a proibição se restringia ao produto in natura, o leite dos Campos Gerais passou a ser pasteurizado em outras regiões do Estado, já que as unidades industriais dos Campos Gerais não tinham capacidade de absorver o excedente.


