Fotos enviadas pelo internauta Luan Gouvea
Fotos enviadas pelo internauta Luan Gouvea | Foto: Luan Gouvea



Os postos de combustíveis de cidades da região de Londrina já começam a sentir a falta de abastecimento nesta terça-feira (22), em consequência da manifestação dos caminhoneiros contra as sucessivas altas do diesel, entre outros pleitos. Segundo o presidente do sindicato dos caminhoneiros autônomos, Carlos Dellarosa, o desabastecimento ocorre pela adesão dos condutores ao movimento, mas o Sindicombustíveis, que representa o varejo do setor, afiram que não há informações sobre falta do produto. Diante das manifestações, o governo federal anunciou a redução de 1,54% no diesel e de 2,08% na gasolina.

Em Arapongas, na Região Metropolitana de Londrina, já há postos de combustíveis fechados devido ao desabastecimento e a notícia provocou uma corrida aos postos, com fila de clientes. Em Wenceslau Braz (Norte Pioneiro), a prefeitura emitiu comunicado avisando que, pela falta de combustíveis, apenas os serviços essenciais funcionarão nesta quarta. Proprietário do Posto Cupimzão e de outros estabelecimentos do setor na área urbana de Londrina, Diogo Decker afirma que os postos londrinenses não devem sofrer desabastecimento porque o pool de combustíveis fica fora da malha rodoviária. "Mas, o posto deve ficar sem até amanhã, porque há um bloqueio bem em frente", diz o empresário. "Arapongas e Apucarana também podem ter problemas, porque há barreiras nos acessos às cidades. Os postos já têm bastante filas", afirma.

Posto fechou mais cedo em Arapongas sem combustíveis para vender
Posto fechou mais cedo em Arapongas sem combustíveis para vender | Foto: Luan Gouvea



Carlos Dellarosa diz que as manifestações devem permanecer até que a agenda da categoria seja atendida. "Não basta baixar 1% no preço, não é isso que estamos pedindo. Queremos redução de PIS. Cofins, ICMS, o que que dá quase 30% de desconto. É isso que estamos pleiteando, como também a suspensão da cobrança sobre os eixos levantados de caminhões descarregados e a aprovação do marco regulatório do transporte de cargas rodoviário", afirma o sindicalista, que é vice-presidente da CNMA (Confederação Nacional dos Motoristas Autônomos). Dellarosa também diz que há adesão ao movimento por parte de agricultores, que estão levando tratores para os protestos, e de motoristas de outras categorias.

O Sindicombustíveis informou, por meio da assessoria de imprensa, que "no momento não há risco de abastecimento nas maiores cidades do Paraná, conforme informações levantadas pelo sindicato em Curitiba e Região Metropolitana, Londrina, Maringá e Foz do Iguaçu". Entretanto, a entidade admite que possa haver "situações pontuais de dificuldade de abastecimento", caso o movimento siga se expandindo nos próximos dias.

O Sindicombustíveis disse que "também é contrário a nova política de preços da Petrobras, mas entende que as manifestações devem ser pacíficas e não podem impedir o direito daqueles caminhoneiros que decidam não parar".

A Folha também procurou o Sindicom (Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Combustíveis e de Lubrificantes), mas não houve resposta até o fechamento da reportagem.

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