Greve de bancos sem data para terminar
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segunda-feira, 13 de outubro de 2008
Andréa Bertoldi<br> Equipe da Folha 
Curitiba - A greve dos bancários entra hoje no quinto dia e não tem previsão de terminar. Ontem, a paralisação foi ainda mais intensa do que na última sexta-feira e fechou 207 agências de Curitiba e Região Metropolitana, o que representa quase 63% das agências da região. Ontem, foi maior a participação dos trabalhadores de bancos privados que fecharam 112 agências na Capital. Também não funcionaram 11 centros administrativos do HSBC, Caixa e Banco do Brasil. Dos 17.334 bancários de Curitiba e Região, 14 mil cruzaram os braços ontem. Na sexta-feira, 51% das agências estavam paradas.
No interior do Estado 198 agências não abriram as portas ontem. No Paraná todo, 405 agências estavam fechadas e 17.570 bancários parados de um total de 28.521. O único banco que não fez parte da paralisação ontem foi o Bradesco porque conseguiu um interdito proibitório na Justiça sob pena de multa de R$ 70 mil por hora e por agência parada. O auto-atendimento funcionou normalmente.
Ontem, os bancários fizeram um protesto na frente do Banco do Brasil da Praça Tiradentes, no centro de Curitiba, e distribuíram bexigas e bolo em alusão aos 200 anos do banco. Em assembléia realizada no local, também decidiram pela continuidade da greve. A idéia é que a mobilização seja intensificada hoje.
No último domingo, a página da internet do Sindicato dos Bancários de Curitiba e Região foi invadida e divulgada a informação de que a greve teria acabado. O problema foi sanado no mesmo dia.
Para complicar ainda mais a vida dos usuários de bancos, uma pane no sistema da Caixa Econômica Federal deixou fora do ar todos os serviços das lotéricas do País durante a manhã de ontem. Estes estabelecimentos são uma alternativa para o pagamento de contas. Os clientes não puderam realizar pagamentos e fazer outras transações.
Em Londrina, os serviços nas lotéricas estiveram parcialmente fora do ar, entre 9h30 e 11h. Na Lotérica Scalassara, região central da cidade, não houve tumulto devido o horário. ''O movimento é pequeno pela manhã'', declarou Marcelo Scalassara, proprietário e diretor do Sindicato dos Lotéricos do Paraná. Segundo ele, em todas as lotéricas os serviços de apostas, recebimentos e pagamentos funcionaram de maneira precária. ''Os computadores funcionaram lentamente e, em alguns momentos, travaram'', descreveu.
A categoria quer aumento real de 5% (além da inflação de 7,5%), Participação nos Lucros de Resultados (PLR) formada de três salários mais valor fixo de R$ 3.500,00. Os bancários rejeitaram no dia 24 de setembro proposta dos bancos que previa reajuste de 7,5% e PLR menor do que a quantia paga no ano passado. (Colaborou Edson Pereira Filho)


