Greve de auditores prejudica indústrias de madeira do PR
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terça-feira, 29 de abril de 2008
Andrea Bertoldi<br>Equipe da FOLHA 
Curitiba - A greve dos auditores fiscais da Receita Federal que se arrasta há 44 dias, já trouxe prejuízos para vários setores da economia. As indústrias de madeira do Paraná calculam que as exportações tiveram uma Em períodos normais, estas fábricas vendem 140 mil metros cúbicos por mês para o mercado externo. Os principais produtos exportados são compensados, portas, madeiras beneficiadas como assoalhos e molduras, além de móveis.
O presidente da Associação Brasileira da Indústria de Madeira Processada Mecanicamente (Abimci), Antonio Rubens Camilotti, disse que a entidade conseguiu uma liminar na Justiça há três semanas, para poder liberar os embarques em, no máximo, cinco dias. A medida beneficiou 175 empresas associadas no Brasil. Mas, segundo ele, nem todos os postos da Receita Federal estão respeitando a liminar e acabam postegando a liberação. ''Os auditores estão liberando cerca de 15% a 20% do volume total de cargas por dia'', disse.
Hoje, as empresas de madeira têm cargas paradas nos portos brasileiros há quase 45 dias. Segundo ele, na primeira semana, a mercadoria não tem custo de armazenagem para as indústrias mas, depois deste prazo começa a cobrança de taxas. ''Quem está pagando a conta (da greve) é o setor exportador'', reclamou.
Camilotti disse que mesmo com o fim da greve vai haver uma demora de 30 a 40 dias para resolver o problema que está nos portos. Ele ainda não tem uma estimativa de prejuízo, que deve ser divulgada na segunda quinzena de maio.
O assessor técnico-econômico da Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Faep), Nilson Hanke Camargo, comentou que ainda não há um levantamento dos prejuízos da agricultura e do agronegócio com a greve. Para ele, as cargas mais prejudicadas nos portos são fertilizantes, madeira e as montadoras de veículos.
A montadora Renault, com fábrica em São José dos Pinhais, disse que não comenta a greve dos auditores. A Volkswagen esclareceu que não foi prejudicada com a paralisação. A empresa informou que recebe um volume pequeno de peças importadas mas, não divulga a quantidade. A companhia esclareceu que o índice de nacionalização dos carros é grande, no entanto, não revela o percentual.


