Curitiba - Depois de seis audiências no Tribunal Regional do Trabalho (TRT-PR) sem acordo, a greve dos metalúrgicos da fábrica da Volkswagen de São José dos Pinhais, vai para julgamento do dissídio coletivo. A partir de segunda-feira, o Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba terá cinco dias para defesa. Depois disso, a montadora pode apresentar os seus argumentos. Em seguida, o assunto é encaminhado para a seção especializada do Tribunal que é formada por 13 desembargadores.
Ontem, a greve completou 13 dias e já contabiliza 10.640 carros que deixaram de ser produzidos. A média de produção na fábrica do Paraná é de 840 veículos por dia dos modelos Fox, Crossfox e Golf. Na última quinta-feira, os funcionários rejeitaram a proposta da empresa de 7,57% de reajuste em setembro (3% de aumento real mais 4,44% de correção do INPC), abono de R$ 2 mil a ser pago dia 21 de setembro, e aumento do adicional noturno para 25% a partir de agosto de 2010.
Os trabalhadores querem que o adicional noturno seja de 30% e aplicado imediatamente, e não só em 2010. Os metalúrgicos exigem também que a empresa organize a grade salarial e pedem um reajuste de 10%.

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