No segundo dia de greve da Receita Federal do Brasil, a adesão foi de 50% na Delegacia Regional de Londrina. Dos 30 funcionários do setor de arrecadação previdenciária, pelo menos 15 estão em greve. O movimento não paralisou totalmente as atividades do órgão, mas já prejudica a execução de alguns serviços. No Paraná, a estimativa é que 70% dos servidores tenham aderido à paralisação que segue por período indeterminado. A principal reivindicação da categoria não é salarial, eles querem a regularização da carreira de servidor dentro da Receita Federal, não aceitando a carreira fazendária ''genérica'' em outros órgãos do Ministério da Fazenda.
No Brasil, são 5.032 servidores, sendo 350 no Paraná. Segundo a Associação Nacional dos Servidores da Secretaria da Receita Previdenciária (Unaslaf) a greve tem prejudicado serviços como: emissão de Certidão Negativa de Débito (CND), de contribuições previdenciárias, restituição de valores pagos à Previdência, parcelamentos de dívidas de contribuições previdenciárias, regularização de obras de construção civil e a regularização das pendências para que as empresas possam ser incluídas no Supersimples até o dia 31 de outubro.
A Receita Federal do Brasil foi criada em maio com a fusão entre a Receita Federal e o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), mas esses funcionários (que agora estão em greve) permanecem como servidores do INSS e não querem ser remanejados para outros órgãos de carreira fazendária. ''A nossa carreira é técnica e mais complexa que a de um analista da Receita Federal'', argumenta o técnico do Seguro Social, Jaime Akira Kanda. O Ministério da Fazenda não havia feito qualquer pronunciamento sobre a greve até ontem.

mockup