Curitiba - A paralisação também preocupa os agricultores familiares do Sul do País. Muitos reclamam da falta de alimento para os animais e da não coleta do leite nas propriedades.
O coordenador geral da Federação dos Trabalhadores na Agricultura Familiar da Região Sul (Fetraf-Sul/CUT), Celso Ludwig, disse que todos têm o direito de reivindicar por seus ideais, porém, se a greve continuar, a agricultura familiar será uma das mais prejudicadas.
Ele explicou que o leite precisa sair das propriedades para ser transportado a cada dois ou três dias, já que depois deste período pode estragar por ser um produto muito perecível. ''Se a greve continuar, os primeiros setores que vão sofrer são leite e hortifruti'', previu. O setor de leite já está sendo prejudicado em Francisco Beltrão, no Sudoeste do Paraná, e em algumas cidades de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul.
Segundo o diretor técnico das Centrais de Abastecimento do Paraná (Ceasa-PR), Valério Borba, ainda não ocorreu desabastecimento nem aumento de preços em função da greve dos caminhoneiros nas Ceasas de Curitiba, Londrina, Foz do Iguaçu, Maringá e Cascavel. (A.B.)

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