Greenspan volta a agitar mercado
Agência Estado
De São Paulo
O presidente do Fed, Alan Greenspan, voltou a cumprir sua função de guardião da moeda, derramando não um balde, mas um copo de água fria sobre o excessivo otimismo do mercado acionário norte-americano. Falando ao Comitê Bancário dos EUA, Greenspan alertou para o fato de as ações poderem vir a subir euforicamente, sem contrapartida dos ganhos de produtividade. O fato ainda não está ocorrendo, segundo ele. Por ora, não há pressões de preços visíveis, mas a perspectiva da economia americana continua obscura.
Totalmente largada, a Bovespa acompanhou o vaivém externo. Chegou à mínima de -0,93% e encerrou o dia com desvalorização de 0,56%. O volume negociado continuou pífio, totalizando cerca de R$ 363 milhões em São Paulo.
O mercado de renda fixa teve dois comportamentos distintos: um pela manhã, outro à tarde, particularmente após a divulgação dos resultados dos leilões de títulos públicos. Logo cedo, o mercado reagiu mal à decisão da agência de classificação de risco Standard & Poors (S&P) de rebaixar sua perspectiva (outlook) para a dívida e títulos argentinos, de estável para negativa.
Mesmo reconhecendo que o aumento nos preços das ações norte-americanas foi apoiado por crescimento da produtividade, Greenspan alertou para o perigo de que, nestas circusntâncias, uma extensão eufórica dos fatos recentes podem levar os preços das ações a níveis insuportáveis.
Como o over praticado pelo BC já está em 20,80% (taxa de atuação de ontem), acredita-se que a Selic possa cair para 20,5% ou talvez 20% (previsão dos mais otimistas). A maior dúvida é quanto ao viés, atualmente de baixa. Greenspan e Argentina também deram o tom ontem no mercado de câmbio, que encerrou o dia com o dólar em alta de 0,22%, cotado a R$ 1,8170.





