Greenspan faz discurso pessimista, derruba bolsa e adia queda do juro
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quarta-feira, 28 de fevereiro de 2001
Agência Estado De Washington 
O presidente do Fed, Alan Greenspan, apresentou ontem um depoimento mais pessimista sobre as perspectivas da economia dos Estados Unidos, sugerindo que ele não tem mais certeza se a confiança do consumidor é suficientemente forte para manter o país fora da recessão e indicando que o Fed vai cortar as taxas de juro rapidamente nos próximos meses. Greenspan apresentou ontem a segunda parte de seu depoimento semestral ao Congresso.
As mudanças na confiança do consumidor vão exigir um escrutínio de perto do período à frente, especialmente após a sensível queda nos últimos meses, disse ao Comitê de Serviços Financeiros da Câmara dos Deputados. Por ora, pelo menos, a fraqueza nas vendas dos veículos e das residências tem sido modesta, sugerindo que os consumidores mantiveram confiança suficiente para fazer compromissos de longo prazo. Seus comentários refletem uma reavaliação dos riscos enfrentados pela economia dos Estados Unidos, que, segundo Greenspan, continua inclinando-se para baixo.
Há apenas duas semanas, Greenspan disse ao Comitê Bancário do Senado que a confiança do consumidor pelo menos, por ora, continua em um nível que no passado era consistente com o crescimento econômico. Ele também havia dito que a economia não apresentou enfraquecimento em janeiro. Na segunda parte do depoimento, Greenspan recuou em relação às duas afirmações.
Com seu projeto de orçamento para 2002 apresentado ontem, George W. Bush prometeu um futuro brilhante com reduções de impostos e excedentes orçamentários. Ele quer financiar reduções de impostos no total de 1,6 trilhão de dólares em 10 anos, reduzir a dívida federal em 2 bilhões de dólares e garantir o sistema federal de aposentadorias e os programas médicos para as pessoas idosas. Baseia-se em um crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de mais de 3% a partir de 2003.


