Curitiba - O Greenpeace venceu a queda-de-braço com o navio Global Wind, que deixou o Porto de Paranaguá na noite de sábado sem completar com mais 10 mil toneladas de soja convencional a carga de 30 mil toneladas de produtos geneticamente modificados que tinha sido embarcada na Argentina. Ativistas tinham se pendurado em dois shiploaders (equipamentos que transferem a soja do armazém para o navio) na sexta-feira à noite, impedindo o carregamento.
Em razão desse contratempo, que atrapalharia outros embarques, a direção do porto utilizou uma ordem de serviço que prevê prioridade para outros navios, quando há algum impedimento. ''Nosso objetivo é impedir que a soja paranaense seja contaminada com a transgênica vinda da Argentina'', disse a coordenadora da campanha Engenharia Genética do Greenpeace, Mariana Paoli.
A organização também enviou ofícios aos ministérios da Agricultura, Meio Ambiente, Transportes e Indústria e Comércio pedindo apoio à decisão do governo paranaense de proibir embarque de transgênicos por Paranaguá.
O Greenpeace também aguarda um posicionamento do governo federal em relação às reivindicações que fizeram. ''É fundamental que a União proteja os interesses econômicos da maioria dos agricultores brasileiros que não plantaram transgênicos e garanta as vantagens comerciais do nosso país de não produzir transgênicos'', declarou Mariana Paoli.

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