Rogério Konzen, da Terra Preservada, acredita que a liberação da soja transgênica pode criar uma série de riscos, porque ainda não há estudos conclusivos sobre o impacto deste material para o ambiente e alimentação humana. ''Os defensores dizem que a tecnologia não vai causar nenhum problema à natureza. Na década de 1970 os defensores da Revolução Verde também diziam que os venenos não faziam mal. Hoje, ainda contamos os danos da contaminação por agrotóxicos dos alimentos, do ambiente, enfim da natureza'', argumenta.
Tatiana Carvalho, coordenadora da campanha de consumidores do Greenpeace Brasil, diz que ainda é cedo para falar sobre a proposta de liberação dos transgênicos. Mas afirma que a expectativa é de que, pelo menos, garanta a proteção ao meio ambiente, a avaliação dos riscos da tecnologia e a rotulação plena dos alimentos.
Ela diz que a própria MP 113, do dia 27 de março último, que autorizava a comercialização da soja transgênica gaúcha até 31 de janeiro de 2004, previa a rotulação de alimentos que contivesse mais de 1% de organismos geneticamente modificados em sua composição.

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