Greenpeace: não há solução para o lixo radioativo
O Greenpeace é uma ONG ambientalista radicalmente contra a energia nuclear. A entidade, que se autodefine como uma organização global independente, tem um site dirigido à comunidade brasileira, onde afirma que os impactos ambientais e sociais começam muito antes da usina entrar em operação. Os problemas têm início na mineração do urânio, com a contaminação de lençóis freáticos e de poços artesianos, e aumentam à medida que o mineral é enriquecido para a fabricação do combustível nuclear. A exploração de urânio produz enormes quantidades de resíduos, inclusive partículas radioativas que podem contaminar a água e os alimentos.
Outro ponto questionado pelo Greenpeace é o que fazer com os resíduos das usinas nucleares. A indústria nuclear gera uma enorme quantidade de lixo radioativo e nenhum país do mundo encontrou solução definitiva e satisfatória para o problema. Mas o pior, segundo a entidade, é que não existem dados exatos sobre a quantidade de lixo radioativo produzido no mundo. A estimativa é que são acumuladas 12 mil toneladas de rejeitos radioativos de alta atividade por ano, e a maior parte é armazenada de forma provisória no interior das usinas.
O Greenpeace cita ainda que a tecnologia nuclear permite o desenvolvimento de armas atômicas e aponta os riscos para a sociedade no caso de ser liberada a radiação no meio ambiente. Nos casos graves de radiação, a pessoa pode morrer entre duas a quatro semanas.
O site do Greenpeace faz uma sugestão à comunidade: Proteste aqui contra o programa nuclear brasileiro.
Sem retorno
A reportagem da FOLHA tentou vários contatos por telefone com a representação brasileira do Greenpeace em São Paulo. Na única vez que foi atendida um assessor de imprensa informou que todas as informações estão em nosso site. Diante da insistência em falar com o responsável, o assessor pediu que fosse enviado um e-mail com as perguntas, o que foi feito há uma semana e, até o fechamento desta edição, não houve resposta.





